Grupo que se autodeclara indígena, bloqueia rodovia no AM em estratégia para demarcação de nova terra indígena.

 Militantes que se declaram indígenas bloqueiam rodovia no AM em protesto por ocupação de terra em Iranduba.

Militantes que se declaram indígenas bloqueiam rodovia no AM em protesto por ocupação de terra.

Militantes que se declaram indígenas bloqueiam rodovia no AM em protesto por ocupação de terra.

Um grupo de cerca de 30 manifestantes que se declaram indígenas bloquearam um trecho do Km 7 da Rodovia Manoel Urbano (AM-070), no município de Iranduba, a 27 km de Manaus, na manhã desta quinta-feira (5). O grupo, que já promoveu protestos no mesmo local em setembro de 2013, quer ocupar uma área de 5 mil hectares de terra de propriedade disputada na Justiça. O grupo chegou a entrar em atrito com ocupantes do local. Não houve feridos.

 De acordo com o major Marcos Santiago, da 8ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) em Iranduba, os índios bloquearam os dois sentidos da via por volta de 10h. Eles utilizaram pneus, pedaços de madeira, entre outros materiais, para obstruir a passagem. A rodovia foi liberada 30 minutos depois após negociação com policiais militares. As lideranças indígenas disseram que cerca de 300 indígenas tentam ocupar o terreno desde terça-feira (3).

Segundo Jhoshua de Matos, supostamente representante da etnia Munduruku, o grupo é formado por uma minoria de manifestantes que se declara indígenas e uma grande maiora que não o faz. Todos residem na comunidade Alagados, no Distrito de Cacau Pirêra, em Iranduba. “Nós moramos em áreas alagadas e reivindicamos essa área porque estão destruindo tudo para construir um condomínio aqui. Queremos a preservação dessa terra que tem até um cemitério indígena”, disse. Uma aeronave do Grupamento de Radio patrulhamento Aéreo da Polícia Militar do Amazonas (Graer-AM) sobrevoou a área. Uma viatura da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) também esteve no local, mas retornou para Manaus. Além disso, 30 homens da PM acompanham a movimentação.

Funcionários do proprietário do terreno entraram em atrito com o grupo que tenta ocupar a área por volta de 12h. No entanto, não houve necessidade de intervenção policial, de acordo com a PM.Durante a manhã, três advogados da Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que estavam a caminho da cidade Manacapuru, orientaram os indígenas sobre o movimento. “Dissemos que eles devem agir sem confronto e reivindicar de forma legal na Justiça. Também acionamos a Comissão de Direitos Humanos da OAB para orientá-los”, disse a advogada Isabela Ribeiro Alves.

Anúncios

Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
Esse post foi publicado em Conflito Fundiário, Etnicização do Brasil e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s