Indigenistas usam criança indígena em protesto durante abertura da Copa do Mundo

Indigenistas usam criança indígena em protesto durante abertura da Copa do Mundo

Criança indígena faz protesto durante abertura da Copa

Protesto indígena durante abertura da Copa

Durante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de Futebol uma criança indígena abriu uma faixa onde estava escrito “demarcação”. O garoto de 13 anos é da etnia Guarani e vive numa terra indígena já demarcada na zona urbana da cidade de São Paulo. Conforme previsto pela Convenção 169 da OIT, tratado do qual o Brasil é signatário, além das terras indígenas já demarcadas, os Guarani desejam agora todo o reconhecimento de todo território que tenha sido um dia ocupado pelo grupo indígena.  Os índios dizem que as 618 terras indígenas já demarcadas, totalizando 13% do território nacional é uma área pequena para que 0,48% da população nacional viva e é claro querem mais terras para que possam viver como seus ancestrais. A ampliação de terras indígenas já demarcadas é ilegal, de acordo com Supremo Tribunal Federal, mas isto não parece ser problema para o movimento indígena organizado no país.

O ato foi pensado há cerca de um mês, quando os organizadores da Copa convidaram os guaranis da cidade de São Paulo a fazer parte da abertura. “Aceitamos o convite e começamos a pensar em fazer alguma coisa na abertura. Nós organizamos que alguém iria entrar com uma faixa escondida, aí falamos para ele: abre a faixa lá e seja o que Deus quiser”, diz Fabio Jekupé, liderança da aldeia indígena. O protesto não foi captado pela transmissão oficial, mas um grupo de fotógrafos ligados a uma ONG indigenista estavam preparados para registrar o acontecimento. Conforme o planejado pelo movimento, durante a partida, outro indígena levantou uma faixa na arquibancada pedindo a demarcação de terras indígenas e o fim do debate sobre a #PEC215. “Não poderíamos perder o momento e mostrar ao mundo nossa luta”, afirmou Fábio da Costa ao jornal O Globo. Antes do início da cerimônia a organização do evento pediu para que os índios não entrasse com nada em campo. Depois do ato, os manifestantes foram repreendidos e as faixas foram apreendidas.

Veja mais no site: http://www.questaoindigena.org/2014/06/indigenistas-usam-crianca-indigena-em.html#sthash.0Pe8F8xt.dpuf

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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