Presença indígena no Rio de Janeiro em debate no Museu da Justiça

450 anos após a fundação da cidade do Rio de Janeiro por colonos a atual presença indígena no Rio de Janeiro é tema de debate no Museu da Justiça!!

O Museu da Justiça do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro promoverá, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, o seminário “O Rio de Janeiro continua Índio”, nos dias 20 e 21 de agosto, das 9h às 18h, em comemoração pelos 450 anos da fundação da cidade do Rio de Janeiro pelos colonizadores europeus. O objetivo do evento, que contará horas de atividade de capacitação da Escola de Administração Judiciária aos serventuários participantes, é discutir a presença indígena no Rio de Janeiro, no passado e no presente.

O professor de Antropologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Marcos Albuquerque mediará o painel “Os índios em contexto urbano e o movimento indígena no Rio de Janeiro hoje”, do qual participarão indígenas que ocuparam a Aldeia Maracanã e, após acordo com o poder público, foram alojados em 20 apartamentos de um condomínio do programa Minha Casa, Minha Vida. Ele ressalta que não existem políticas públicas, hoje, na cidade do Rio de Janeiro voltadas para os indígenas que, de acordo com o último censo do IBGE já são 16.000 em todo o Estado do Rio de Janeiro, sendo mais de 12.000 na região metropolitana. “O objetivo deste debate é chamar a atenção da sociedade e do poder público para a necessidade de se criar políticas públicas para atender essa população indígena que tem um contingente significativo no Rio de Janeiro”, explicou o mediador.

Para ilustrar essa viagem cultural através dos milênios, o público terá acesso simultaneamente a duas exposições montadas nos salões do Museu da Justiça sobre o tema, sendo uma com perspectiva histórica e antropológica criada pelo Museu do Índio/FUNAI em conjunto com a Comissão Pró-índio/UERJ e a outra sobre arqueologia indígena montada pelo Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB).

O seminário “O Rio de Janeiro continua Índio” acontecerá no Museu da Justiça, Rua Dom Manuel 29, no Centro do Rio. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo link http://www.tjrj.jus.br/web/guest/riocontinuaindio ou pelos telefones 3133-3766 / 3133-3768/ 3133-1896.

Para conferir a programação completa do evento, entre em http://www.tjrj.jus.br/documents/10136/2631120/prog-seminario-indio.pdf

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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