Conflito entre índios e produtores faz prefeito decretar emergência em MS

Decretação foi feita pelo prefeito de Antonio João.
Indígenas invadiram áreas e produtores rurais retomaram algumas.

30/08/2015 17h11 – Atualizado em 30/08/2015 17h11

Do G1 MS

Fazendeiros e autoridades políticas se reuniram para debater conflito neste sábado, em Antônio João  (Foto: Leo Veras)Fazendeiros e autoridades políticas se reuniram para debater conflito neste sábado, em Antônio João
(Foto: Leo Veras)

O conflito entre indígenas e produtores rurais em Antônio João, a 402 quilômetros de Campo Grande, fez com que na sexta-feira (28), o prefeito do município, Selso Lozano (PT), decretasse situação de emergência.

A medida, conforme ele disse ao G1, foi tomada para auxiliar tantos as famílias do distrito de Campestre, que fica na área de conflito, e que acabaram deixando suas casas com medo dos reflexos da disputa fundiária, quanto os indígenas envolvidos no conflito, que estariam passando fome.

“A decretação da emergência, que segue agora para homologação da Defesa Civil do estado, nos possibilitará tomar algumas medidas para auxiliar as pessoas que estão sendo afetadas pelo conflito, tanto os indígenas quanto os não-indigenas”, ressaltou.

De acordo com o prefeito, no distrito de Campestre, 19 famílias deixaram a vila urbana, com medo do conflito. Além de decretar emergência o prefeito diz que comunicou oficialmente e pediu a intervenção da Funai, da Polícia Militar, do governo do estado e do Exército, para auxiliar na mediação do conflito.

O conflito
Segundo a Polícia Militar, nove propriedades rurais da região foram ocupadas por aproximadamente 1.000 índios da aldeia Marangatu. Existe, inclusive, a suspeita de que índios paraguaios também estejam participando das invasões.

Os produtores rurais reagiram as ocupações, inicialmente bloqueando em protesto a rodovia MS-384, entre Antônio João e Bela Vista. O último bloqueio ocorreu na tarde de sexta-feira (28).

No sábado, fazendeiros que tiveram propriedades ocupadas deram início ao processo de retomada da sede da fazenda Barra. De acordo com a Polícia Militar de Antônio João, eles decidiram retomá-las ‘à força’ após uma reunião com autoridades políticas no Sindicato Rural da cidade.

Ainda neste sábado, por volta das 15h (de MS) foi encontrado o corpo de um indígena de 24 anos, que teria sido morto com disparo de arma de fogo quando estaria bebendo água em um córrego dentro da fazenda Fronteira, uma das áreas ocupadas pelos índios e que estava sendo retomada pelos produtores.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Antônio João como homicídio e continua sendo investigado pela polícia. O corpo foi encaminhado para exame necroscópico.

Ver matéria completa no site: http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2015/08/conflito-entre-indios-e-produtores-faz-prefeito-decretar-emergencia-em-ms.html

 

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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