Produtores reinventam suas tradições e iniciam a “retomada” de propriedades indevidamente ocupadas em MS.

Produtores reinventam suas tradições e iniciam a “retomada” de propriedades indevidamente ocupadas em MS.

Há risco de confronto armado a qualquer momento, segundo a corporação. Produtores rurais se reuniram com políticos na manhã deste sábado (29).

29/08/2015 16h55 – Atualizado em 29/08/2015 19h22

Do G1 MS

Fazendeiros e autoridades políticas se reuniram para debater conflito neste sábado, em Antônio João  (Foto: Leo Veras)Fazendeiros e políticos se reuniram para debater conflito em Antônio João (Foto: Leo Veras/ Arquivo Pessoal)

Após reunião com políticos na manhã deste sábado (29), fazendeiros insatisfeitos foram até as propriedades ocupadas com objetivo de tirar os índios ‘à força’, em Antônio João, segundo a Polícia Militar (PM) do município. A corporação informou que há risco eminente de confronto armado a qualquer momento.

O G1 entrou em contato com a Fundação Nacional do Índio (Funai) para comentar a tensão que se agravou desde a primeira invasão por índios há uma semana, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Os fazendeiros estão nas propriedades, próximos das sedes onde estão os indígenas. A PM informou que já houve denúncias de disparos de arma de fogo na região. Equipes da Força Nacional e do Departamento de Operações da Fronteira (DOF) já foram encaminhadas para evitar confrontos na zona de conflito.

A reunião que debateu a demarcação de terras ocorreu por volta das 11h (de MS) e reuniu cerca de 200 pessoas no Sindicato Rural de Antônio João. Além de fazendeiros, participaram o senador Walmemir Moca (PMDB), o deputado federal Luis Henrique Mandetta (DEM) e a deputada Mara Caseiro (PT do B).

Invasões
Segundo a PM, já são nove propriedades ocupadas, ao todo, por aproximadamente 1.000 índios da aldeia Marangatu. Há a suspeita de que índios paraguaios também estejam entre eles e ajudaram nas invasões.

Após invasões, fazendeiros bloquearam rodovia, entre Antônio João e Bela Vista.  (Foto: Geraldo Ferreira/O Arrastão)Fazendeiros já bloquearam rodovia três vezes nesta
semana (Foto: Geraldo Ferreira/O Arrastão)

Nesta semana, proprietários de terras já bloquearam três vezes, em protesto, a MS-384, entre Antônio João e Bela Vista. O último bloqueio ocorreu na tarde de sexta-feira (28). Além disso, cerca de 14 famílias de não-índios foram retiradas por indígenas da aldeia Campestre.

Os dois postos de combustíveis do município continuam sem vender combustível em qualquer tipo de recipiente, conforme a PM. A medida de segurança que pretende evitar incêndios durante o conflito não tem prazo para ser suspensa.

Ataque
Cerca de 20 índios atacaram um carro de reportagem da TV Morena neste sábado, em Antônio João. Eles tentaram abrir a porta para tirar os dois jornalistas que ocupavam o veículo. O motorista saiu do local e ninguém ficou ferido.

Veja matéria completa em: http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2015/08/fazendeiros-vao-ate-propriedades-ocupadas-em-ms-tirar-indios-diz-pm.html

 

Anúncios

Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
Esse post foi publicado em Conflito Fundiário, Conflito Indígena, Conflito Mato Grosso do Sul, Guaranis, Violência étnica e marcado , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s