Violenta investida indígena guarani-kaiowá ameaça propriedades, produtores e a validade do estado de Direito.

Cerca de 80 índios ocuparam cinco fazendas no município de Antônio João, MS.Uma das propriedades foi incendiada na manhã da quinta-feira (27). Após invasões, fazendeiros bloquearam rodovia na quarta-feira (26).

Cinco fazendas estão ocupadas por indígenas na zona rural de Antônio João, cidade distante a 301 quilômetros de Campo Grande

Ao todo, cerca de 80 indígenas, entre homens, mulheres e crianças ocupam as propriedades. Eles são da aldeia Campestre que fica no município e pertencem a etnia guarani-kaiowá.

A produção da TV Morena tentou entrar em contato com a Fundação Nacional do Índio (Funai) para saber como está o andamento dos processos de demarcação de terra, mas não obtiveram retorno até a publicação da reportagem.

Segundo informações apuradas pela TV Morena, os índios atearam fogo em uma das propriedades na manhã desta quinta-feira (27), mas as chamas já foram contidas. Além disso, o grupo teria cortado uma cerca libertando 150 cabeças de gado da mesma fazenda.

Produtores rurais bloquearam a MS-384 na tarde de quarta-feira (26), entre Antônio João e Bela Vista. Outro bloqueio no mesmo trecho começou no início da tarde desta quinta-feira.

Após invasões, fazendeiros bloquearam rodovia, entre Antônio João e Bela Vista. (Foto: Geraldo Ferreira/O Arrastão)Fazendeiros bloquearam a MS-384, entre Antônio João e Bela Vista. (Foto: Geraldo Ferreira/O Arrastão)

As ocupações começaram no sábado (22), quando mais de 40 indígenas invadiram a fazenda Primavera. Eles renderam e agrediram uma família, segundo o Departamento de Operações da Fronteira (DOF). A propriedade fica próxima às que foram invadidas na quarta-feira.

Ainda segundo a TV Morena, entre o grupo responsável pelas invasões estão índios que vivem do outro lado da fronteira, no Paraguai.

Ocupações
De acordo com a Federação de Agricultura e Pecuária (Famasul), atualmente existem 95 propriedades invadidas por indígenas em todo o estado. Segundo a instituição, em menos de dois meses, o quadro se invasões no Estado aumentou consideravelmente, saindo de 88 para o atual patamar de 95 propriedades.

Um debate entre lideranças rurais e políticas está agendado para esta sexta-feira (28) na sede da Famasul, em Campo Grande.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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