Delegado da PF atesta que CIMI financia invasões de terras no MS.

Em depoimento à CPI do CIMI, na terça-feira (27/10/2015), o delegado da Polícia Federal, Alcídio de Souza Araújo, afirma categoricamente que o órgão não apenas incita, mas coordena e financia as invasões. O delegado Alcídio Araújo, que liderou o processo de reintegração de posse, foi categórico ao garantir a interferência do CIMI no processo de invasão de terras tituladas no Mato Grosso do Sul.

“Digo que sim. Há uma logística muito pesada para a ocupação, e para conseguir essas invasões precisa-se de dinheiro, ônibus. Tudo isso vem do Cimi”, declarou.

Disse que antes do confronto na Buriti, os indígenas assinaram um documento garantindo a saída pacífica do local, o que não ocorreu posteriormente. Para ele, o Cimi instigou os indígenas a resistir e partir para a guerra com a polícia.

De acordo com o delegado, o vereador Cledinaldo Cotócio afirmou, na presença de 19 policiais federais e do superintendente da PF, que a resistência dos indígenas em não deixar a fazenda era culpa do Cimi. O fato aconteceu em um posto de gasolina de Aquidauana, antes da chegada da Polícia Federal à fazenda Buriti.

O mesmo fato foi confirmado por um funcionário da Funai (Fundação Nacional do Índio), chamado Jorge, que tentou convencer os indígenas a sair pacificamente do local, mas teve que “sair corrido” da fazenda, sob ameaça de membros do Conselho Indigenista Missionário.

Segundo o depoimento do Delegado Alcídio Araújo, e conforme se pode ver pelo vídeo https://www.youtube.com/watch?v=ZRlHeOzENvI que, ao chegar à propriedade, se deparou com jornalista Ruy Sposati, empregado do CIMI e decidiu apreender a máquina fotográfica e o computador para averiguar as informações que havia recebido anteriormente. O coordenador regional do CIMI, Flávio Machado, também estava no local.

No equipamento, de acordo com o depoimento do delegado, havia um Manual dos Anarquistas, com 360 páginas, que ensinava, entre outras coisas, a fazer bombas caseiras. Esses e outros detalhes constam do inquérito 215/2013.

Alcídio confirmou ainda que os índios se movimentavam de forma organizada durante a tentativa de reintegração de posse, com técnicas de guerrilha. Os indígenas, segundo o delegado, empunhavam armas artesanais, de calibre 22.

Fonte: Delegado da Polícia Federal atesta que Cimi financia invasões de terras em MS – Ponta Porã Informa – Notícias de Ponta Porã – MS

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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