Agricultores procuram o MP-PR após serem expulsos das casas por índios!!

Cerca de 70 famílias seguem desalojadas em Laranjeiras do Sul. Renitente, enviesado e comprometido apenas com um lado o promotor de justiça diz que, no momento, única saída é o diálogo.

O conflito entre agricultores e índios em Laranjeiras do Sul, na região central do Paraná, continua. Indígenas invadiram propriedades rurais alegando que a terra pertence a eles e expulsaram os produtores rurais sob ameaças. Os agricultores procuraram o Ministério Público do Paraná (MP-PR) na quarta-feira (9) para tentar resolver a situação.

O agricultor Vagner Zanesco foi agredido e expulso de casa. Ele conta que ele e a mulher foram surpreendidos pelos índios no sábado (5), quando voltavam para casa. “Ficamos em poder dos índios por muito tempo, embaixo de um barracão, no meio do barro, amarrados por mais de 3 horas”, lembra.

Cerca de 70 famílias ficaram desalojadas depois que os índios invadiram as terras: algumas foram para as casas de parentes e outras procuraram a prefeitura. “Derrubaram a cerca, entraram no nosso terreno e falaram que a gente ia sair de lá sem vida”, lembra a agricultora Lígia Demenech.

O início
O conflito entre agricultores e índios começou quando os indígenas fizeram uma família de produtores rurais refém, no sábado. A Polícia Militar (PM) foi até o local, mas também foi expulsa. Três viaturas foram quebradas.

Durante a confusão, um policial também foi agredido. “Eles começaram a partir para cima das equipes policiais, com pedras, foices, facões, enxadas e também efetuaram alguns disparos”, relata o policial Pablo Juan.

A Polícia Civil está investigando o caso para apurar qual é a responsabilidade dos índios nessas ações. “Eles podem ser penalizados. Eles respondem por nossas leis. São indígenas que estão inseridos na sociedade”, afirma o delegado Helder Lauria.

Disputa por terras
A área invadida pelos índios fica a aproximadamente 15 quilômetros de Laranjeiras do Sul. É a comunidade Boa Vista do Passo Liso. Segundo a polícia, mais de 300 índios armados, das etnias Guarani e Kaingang, ameaçam quem tenta entrar no local. Alguns indígenas vieram até de outras regiões para ajudar.

Eles pedem que os agricultores deixem as propriedades que estão dentro de uma terra demarcada. A disputa na região já é histórica. A área tem cerca de 7 mil hectares. Em 2007, o Ministério da Justiça reconheceu o local como área de reserva indígena.

Mesmo assim, a maioria das famílias continua ali porque comprou o terreno do Estado e espera uma indenização. “Não queremos conflito, nós queremos solução. O governo já está prometendo uma solução há anos e não resolve nada”, conta agricultor Nivaldo Onetta, que mora há mais de 20 anos no lugar.

Na manhã de quarta (9), os agricultores se reuniram com o MP-PR para tentar buscar uma solução. “Por parte do Ministério Público a gente não vê outra solução a não ser o diálogo”, acredita o promotor de justiça Rafael Alencar.

Maiores informações em : http://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2015/12/agricultores-procuram-o-mp-pr-apos-serem-expulsos-das-casas-por-indios.html

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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