O fantasma de Celso Daniel volta a assombrar e provocar calafrios na espinha dorsal do PT!

O caso Celso Daniel , prefeito do PT assassinado em Santo André em janeiro de 2002, está sendo exumado pela 27a fase da Lava Jato, batizada como Operação Carbono 14, voltada para esclarecer conexões entre diferentes esquemas de corrupção.

Celso Daniel

 Ontem, a Polícia Federal deflagrou mais uma etapa da Operação Lava Jato, com o cumprimento de dos mandados de prisão temporária do empresário e dono do “Diário do Grande ABC” Ronan Maria Pinto e do ex-secretário-nacional do Partido dos Trabalhadores Silvio Pereira.

Criativamente batizada de “Carbono 14”, a 27a. fase da Operação Lava Jato investiga crimes de extorsão, falsidade ideológica, fraude, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro e sobretudo a hipótese de conexão entre os dois maiores esquemas de corrupção da história do país, perpetrados pelo mesmo Partido dos Trabalhadores: o do Mensalão e o seu esquema gêmeo univitelino, mas subsequente, o já famoso Petrolão.
Ao todo, a PF cumpriu na sexta 01 de abril de 2016, nada menos que 12 ordens judiciais nos municípios paulistas de São Paulo, Carapicuíba, Osasco e Santo André. As diligências também estão sendo realizadas na empresa de ônibus controlada por Ronan, a “Expresso Nova Santo André”, e a empresa DNP eventos, em Osasco.

O empresário Ronan Maria Pinto, dono do Diário do Grande ABC e da empresa Viação Expresso Santo André, preso hoje na operação Carbono 14 na 27ª fase da Lava Jato, teria recebido, segundo o procurador do Ministério Público Federal Diogo Castro, R$ 6 milhões dos R$ 12 milhões obtidos em negócios que envolvem a Petrobras e o Banco Schahin. No mesmo período, o lobista Fernando Antonio Guimarães Hourneaux de Moura, em janeiro, disse que Silvio Pereira recebia R$ 50 mil “em dinheiro vivo” para manter silêncio a respeito de irregularidades, de duas empreiteiras sob investigação, a OAS e a UTC Engenharia.

Conforme anunciado em entrevista coletiva pelos membros do Ministério Público Federal, “constatou-se que José Carlos Bumlai contraiu um empréstimo fraudulento junto ao Banco Schahin em outubro de 2004 no montante de R$ 12 milhões. O mútuo, na realidade, tinha por finalidade a ‘quitação’ de dívidas do Partido dos Trabalhadores (PT) e foi pago por intermédio da contratação fraudulenta da Schahin como operadora do navio-sonda Vitória 10.000, pela Petrobras, em 2009, ao custo de US$ 1,6 bilhão”.

Os repasses tiveram como intermediários o pecuarista José Carlos Bumlai e o frigorífico Bertin. Foi o próprio pecuarista e afamado amigo de Lula, quem relatou que metade desse valor foi destinado ao PT, que estaria sendo chantageado por Ronan Maria Pinto, empresário da cidade, que teria pedido R$ 6 milhões para não contar o que sabia sobre o caixa dois do diretório local e a relação desses recursos com o assassinato do então prefeito Celso Daniel (PT), ocorrida em 2002. Ronan também é proprietário de empresas de ônibus e foi implicado no escândalo de desvio de recursos da Prefeitura de Santo André (SP) que veio à tona logo após o assassinato de Celso Daniel.

Para fazer os recursos chegarem ao destinatário final, foi arquitetado um esquema de lavagem de capitais, envolvendo Ronan, pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores e terceiros envolvidos na operacionalização da lavagem do dinheiro proveniente do crime contra o sistema financeiro nacional”, revelava a nota do Ministério Público.

Conforme anunciado pela  Procuradoria, há evidências de que o PT atuou junto ao Schahin pela liberação do empréstimo: “a operacionalização do esquema se deu, inicialmente, por intermédio da transferência dos valores de Bumlai para o frigorífico Bertin, que, por sua vez, repassou a quantia de aproximadamente R$ 6 milhões a um empresário do Rio de Janeiro envolvido no esquema.” Do Rio, o empresário fez transferências diretas para a Expresso Nova Santo André, empresa de ônibus controlada por Ronan, além de outras pessoas físicas e jurídicas indicadas pelo empresário –entre eles, o então dono do “Diário do Grande ABC”, de quem Ronan comprava o periódico. Parte das ações do jornal teria sido comprada com dinheiro proveniente do Schahin, por meio de contratos simulados.

A Origem Macabra
Uma das empresas de ônibus de Ronan recebeu R$ 2,9 milhões de uma firma de “agenciamento”, a Remar. A investigação corrobora um depoimento prestado em 2012 pelo pivô do escândalo do mensalão, o publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza, segundo o qual houve uma operação política em 2002 com o objetivo de comprar o silêncio de Ronan Pinto sobre denúncias de irregularidades na Prefeitura de Santo André. Na época do seu assassinato, Celso Daniel era coordenador da pré-campanha de Lula à Presidência.

Foi a delação premiada do ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró que puxou o fio da meada do caso Santo André. Segundo Cerveró, em 2004, o fazendeiro José Carlos Bumlai obteve empréstimo do Banco Schahin e repassou R$ 6 milhões para o empresário de Santo André Ronan Maria Pinto, que detinha informações comprometedoras sobre o PT na região. Anos depois, sob comando de Nestor Cerveró, a diretoria internacional da Petrobras aceitou contratar a empresa Schahin Engenharia por US$ 1,6 bilhão para a operação de um navio-sonda. O contrato seria uma forma de o PT retribuir o grupo Schahin pelo empréstimo.

O publicitário Marcos Valério, condenado no mensalão, que teria sido um dos “operadores” escalados para abafar o caso Celso Daniel, chegou a se oferece para fazer delação premiada na Operação Lava-Jato. Teve oportunidade de fazê-la no mensalão, mas preferiu manter o silêncio e acabou condenado a 37 anos e 8 meses de prisão. Em 2012, Valério havia revelado que metade do dinheiro fora destinado ao empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, amigo de Celso Daniel e principal suspeito do crime, mas que foi absolvido desse crime por falta de provas. Ele era um dos cabeças de um esquema de cobrança de propina de empresas de transportes contratadas pela prefeitura de Santo André, no ABC, de 1997 a 2002, Além de Sombra, foram condenados por corrupção Ronan Maria Pinto e o ex-secretário de Serviços Municipais da cidade Klinger Luiz de Oliveira Sousa.

Os três chantageavam a cúpula do PT. O caso Celso Daniel é uma espécie de divisor de águas na trajetória do partido. Coordenador do programa de governo de Lula, o prefeito de Santo André fazia parte do núcleo dirigente da campanha petista, ao lado de José Dirceu. A investigação interna realizada pelo PT deu muita confusão na cúpula do partido, mas também não esclareceu o crime. O promotor Francisco Cembranelli, responsável pela acusação no caso Celso Daniel, porém, concluiu que o prefeito de Santo André foi morto porque descobriu que o esquema de propina obtido com empresários para caixa dois de campanha do PT passou a ser desviado também para contas particulares dos envolvidos. Segundo depoimento de pessoas que sofriam extorsão, elas pagavam de R$ 30 mil a R$ 40 mil por mês ao esquema.

Queima de arquivo: assinatura política do caso!!

Desamparada, a família de Celso Daniel nunca aceitou a versão de crime de encomenda e, desde os primeiros meses do assassinato, sempre responsabilizou o PT pela morte do prefeito, o que, por diversos fatores nunca foi comprovado. A reabertura do caso contudo, já está trazendo à vida o fantasma de Celso Daniel, que por sua vez, voltou a assombrar e provocar calafrios tenebrosos na coluna dorsal do Partido dos Trabalhadores.

Assustador perceber portanto, que uma lista macabra de assassinatos aumenta o mistério sobre o caso, que acaba se configurando como um real caso de queima de arquivo. Começando pelo caso do garçom Antônio Palácio de Oliveira, que serviu o prefeito e Sérgio Sombra no restaurante Rubaiyat em 18 de janeiro de 2002, noite do sequestro, que acabou assassinado em fevereiro de 2003. Mesmo usando documentos falsos e outro nome, mesmo tendo recebido R$ 60 mil de fonte desconhecida, o mesmo foi citado numa conversa gravada pela polícia entre Sombra e Klinger. Era testemunha de desentendimento entre Daniel e Sombra. Precisava morrer, para levar consigo o que sabia.

Paulo Henrique Brito, a única testemunha do assassinato do garçom, foi brutalmente assassinado no mesmo lugar, com um tiro nas costas, nada menos do 20 dias depois.

Não bastasse os dois, o agente funerário Iran Moraes Rédu, o primeiro a identificar o corpo do prefeito na estrada, foi morto com dois tiros quando estava trabalhando, em dezembro de 2003.

Identificado pelo Ministério Público como o elo entre Sérgio Sombra e a quadrilha que matou o prefeito, três meses depois, o detento Dionísio Severo foi assassinado na cadeia, na frente do advogado. O mesmo havia sido resgatado do presídio dois dias antes do sequestro, mas acabou recapturado.

Tinha sido escondido por Sérgio Orelha, que também foi assassinado em 2003. O investigador do Denarc Otávio Mercier, que ligou para Severo na véspera do sequestro, morreu em troca de tiros com homens que tinham invadido seu apartamento, em julho de 2003. A última peça apagada da história, o último arquivo foi o do legista Carlos Delmonte Printes, que identificou sinais de tortura no corpo do ex-prefeito, e por ter esta informação, acabou morto em outubro de 2005.

A própria abundância de cadáveres em Santo André, oito ao todo, deixa mais do que evidente que tudo ali tratava-se de uma enorme, bem arquitetada e bem executada queima de arquivo, numa tentativa desesperada de apagar links e conexões com as camadas mais elevadas do Partido dos Trabalhadores, figurões que logo em seguida assumiriam elevados cargos no cenário político nacional.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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Uma resposta para O fantasma de Celso Daniel volta a assombrar e provocar calafrios na espinha dorsal do PT!

  1. Jabesmar disse:

    Quem sabe dessa vez a verdade venha a tona e os culpados sejam devidamente punidos.

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