Babau recebe cuidados especiais da Secretaria de Justiça que acompanha prisão de “líder indígena Babau” na BA

Prisão dele e do irmão ocorreu na quinta-feira (7), durante reintegração. Nesta segunda (11), audiência deve decidir sobre a liberação dos dois.

Do G1 BA, com informações da TV Santa Cruz

Índio foi à Câmara dos Deputados antes de se entregar à PF, em Brasília (Foto: Nathalia Passarinho/G1)Cacique Babau (Foto: Nathalia Passarinho/G1)

As prisões do líder indígena Rosilvaldo Ferreira da Silva, o Cacique Babau, e do irmão dele, José Aelson Jesus da Silva, o Teity Tupinambá, são acompanhadas pela Secretaria Estadual de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS).

De acordo com o órgão, Babau integra o Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, coordenado no estado pela pasta.

O titular da secretaria, Geraldo Reis, está em Ilhéus para acompanhar a situação. Ele foi ao presídio no sábado (9), em visita aos indígenas, presos desde a quinta-feira (7). Os dois são suspeitos de reagir a uma reintegração de posse na cidade de Olivença.

Babau e o irmão estão no Presídio Advogado Ariston Cardoso, em Ilhéus. Uma audiência de custódia, que deve decidir sobre a liberação dos dois, será realizada nesta segunda-feira (11), às 14h, na Vara Federal de Ilhéus.

“É notória e de longa data a atuação do cacique Babau na defesa dos direitos humanos, bem como a situação de vulnerabilidade e risco que o envolve decorrente desta atividade, de cunho eminentemente social e solidário. Portanto, estamos atuando para garantir a integridade física das lideranças indígenas”, afirmou o secretário Geraldo Reis por meio de nota.

Segundo polícia, maquinário foi destruído por indígenas (Foto: Reprodução/TV Santa Cruz)Segundo polícia, maquinário foi destruído por
indígenas (Foto: Reprodução/TV Santa Cruz)

De acordo com a Polícia Federal, a ação a favor de um produtor rural começou na quarta-feira (6), em uma fazenda ocupada por índios da tribo tupinambá e não houve resistência. No dia seguinte, quando o produtor rural foi até o local com o maquinário para trabalhar, houve confusão.

Segundo a PF, quando a Polícia Militar chegou, foi recebida a tiros e pedradas. O cacique Babau tentou fugir em um carro, de acordo com a polícia, jogando o veículo contra uma barreira montada com as viaturas.

Ainda conforme a PF, houve perseguição, até que Babau e o irmão fossem presos em flagrante por porte ilegal de arma. Os suspeitos ainda podem responder por resistência a ordem judicial e dano ao patrimônio privado e às viaturas da polícia. As armas apreendidas foram um revólver calibre 38, uma pistola e munições.

O advogado da comunidade indígena, Valdir Mesquita, diz que o cacique nega envolvimento na confusão. “O Babau informa que estava fazendo um ritual, um trabalho em uma aldeia vizinha de Olivença. Depois disso, resolveu ir para a casa dele em um carro com o irmão. Quando a polícia atravessou as viaturas na estrada, o carro bateu porque não tinha alternativa. Pegaram Babau, colocaram dentro de um carro. Botaram o irmão no outro. E na frente, juntaram os dois, trouxeram para a delegacia, apresentando existência de armas que nunca existiram naquele carro”, afirma.

Outro caso
Em 2014, Babau teve um mandado de prisão expedido por se negar a depor em um inquérito policial que apurava o assassinato de um produtor rural. Na época, o cacique era suspeito de ser o mandante do crime. Ele chegou a ser preso, mas foi solto por meio de uma liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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