Legado de Dilma será mesmo a Terra Arrasada!!!

O governo de Dilma Rousseff, já à muito tempo vinha sendo denunciado como um desastre absoluto. A tese, muito embora disputada à princípio, acabou por estabelecer-sr como fato verdadeiro de reconhecido até mesmo pelos petistas mais devotos!!

Contudo, necessário se faz reconhecer mas em pelo menos um aspecto sua administração vinha primando pela prudência: a presidente não havia permitido que os tais “movimentos sociais”, grupelhos de oportunistas que se aproveitam de causas apelativas para sugar recursos do Estado, se assenhoreassem da administração, como decerto pretendiam.

Mas eis que, nos estertores deste malfadado governo, os tais movimentos já não encontram resistência. Refestelados no gabinete presidencial, com a sem-cerimônia dos atrevidos, lá estão a exigir de Dilma cargos, verbas e terras em troca de apoio, num verdadeiro assalto, típico de final de feira à estrutura do governo. E Dilma, a dias de ser afastada do poder, dá sinais de que fará tudo o que eles quiserem, aquiescendo com uma política de terra arrasada que condiz com a irresponsabilidade congênita do lulopetismo.

No dia 25 passado, Dilma recebeu em audiência a vanguarda desses movimentos, a saber: João Pedro Stédile, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST); Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT); e Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). A fina flor dos gaudérios pátrios não estava lá, é claro, para defender a democracia, pois esta lhe provoca urticária. Estava, sim, para explorar o fim de feira presidido por Dilma e levá-la a assinar o papel que lhe puserem na frente.

Na reunião, depois de cumprir a praxe de reivindicar mais terras e moradias, a tigrada foi ao que interessa: cobrou que Dilma nomeasse integrantes de sua patota para preencher as vagas de alto escalão abertas na administração em razão da exoneração dos apadrinhados de deputados que votaram pelo impeachment.

A exigência já constava de um manifesto lançado pela tal Frente Brasil Popular, dirigida por MST e CUT, que atuam como braços do PT. Diz o texto, literalmente: “Demandamos à presidenta da República que prontamente reorganize seu Ministério, com representantes das forças partidárias e sociais que conformam a resistência democrática”. O próprio PT, em sua mais recente resolução, “recomenda à presidenta Dilma Rousseff que proceda imediatamente à reorganização de seu Ministério, integrando-o com personalidades de relevo e representantes de agrupamentos claramente comprometidos com a luta antigolpista, além de incorporar novos representantes da resistência democrática”.

Ou seja, a chusma de parasitas quer dominar o Ministério de Dilma e aproveitar os últimos dias em que a caneta da presidente ainda tem tinta para se banquetear de favores. E Dilma parece disposta a fazer tudo o que essa turma de ergofóbicos quer, eliminando os últimos vestígios de decência que restavam em seu governo.

Um exemplo de que a porteira está escancarada foi a espantosa liberação, em menos de um mês, de 30 processos de demarcação de terras que eram reivindicadas havia anos por índios e quilombolas. O ministro da Justiça, Eugênio Aragão, publicou de uma vez cinco portarias declaratórias em que reconhece terras indígenas cuja extensão supera a das áreas demarcadas nos últimos cinco anos.

O despautério não vai parar por aí. Dilma mandou espalhar a informação de que ordenou a seus ministros a implementação do maior número possível de medidas nesses que devem ser seus últimos momentos na Presidência. O objetivo, segundo a delirante versão governista, é impedir que o vice Michel Temer “roube” a autoria dessas medidas quando assumir o lugar de Dilma. Pode-se esperar, assim, que a desarrumação atual se aprofunde, pois muitas dessas decisões, tomadas sem nenhum critério, serão de difícil reversão.

Nessa aventura, Dilma terá a competente ajuda de gente especializada em confusão e que, sem ter tido um só voto, ganhará poder para impor aos brasileiros sua agenda demagógica e irresponsável, cujo único objetivo é estimular a sensação de ruptura, que só interessa aos que fazem profissão de fé na hostilidade à democracia.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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