Contradição: Advogada da garota queria deposição do Delegado, mas acabou dispensada pela família.

Eloisa Samy, advogada da adolescente que denunciou ter sofrido um estupro coletivo no Rio de Janeiro teve a iniciativa de procurar a corregedoria da Polícia Civil para questionar a conduta do delegado Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).

Segundo Eloisa Samy afirma que Thiers conduziu o depoimento da vítima de forma a culpabilizá-la pelo ocorrido. “Ele perguntou à vitima se ela tinha por hábito participar de sexo em grupo. A uma vítima de estupro“, criticou a advogada. “Quero procurar todos os órgãos que possam auxiliar nesse caso. Inclusive a corregedoria de polícia. Quero representar contra o delegado Alessandro Thiers.”

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Acontece que, à medida que novos fatos vieram à tona, e com novas vozes sendo ouvidas assim que começou a polícia do Rio começou a investigar efetivamente o caso, a própria família da jovem de 16 anos violentada no Morro da Barão, zona oeste do Rio, decidiu dispensar a advogada Eloísa Samy Santiago, que defendia a adolescente no caso. Eloísa foi informada da decisão pela avó da adolescente, por meio de uma singular mensagem de áudio via celular, informou a advogada na noite deste domingo (29).

Ao jornal “O Estado de S. Paulo”, a advogada se disse “aliviada” com a decisão da família, porque estava conduzindo o trabalho sozinha, e demonstrou confiança nos órgãos do Estado, como o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e a Defensoria Pública. “A Defensoria tem os melhores advogados do País”, disse Eloísa, elogiando, sobretudo, os profissionais que trabalham com direitos humanos.

Mesmo fora do caso, a advogada comemorou a decisão deste domingo da Polícia Civil de passar a coordenação da investigação sobre o crime para a Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV). A Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), que estava à frente do caso, ficará com a apuração da divulgação de imagens do crime nas redes sociais.

No sábado, Eloísa encaminhou ao MP-RJ e à Justiça quatro pedidos em relação ao inquérito. A promotoria concordou com três pleitos, incluindo o desmembramento da investigação e o pedido de investigação da conduta do delegado titular da DRCI, Alessandro Thiers.
Eloísa Samy Santiago se disse "aliviada" com a decisão da família, porque estava conduzindo o trabalho sozinha

Eloísa Samy Santiago se disse “aliviada” com a decisão da família, porque estava conduzindo o trabalho sozinha

Eloísa argumentou que a DRCI não deu o tratamento adequado ao crime de estupro e concentrou-se na investigação da publicação das imagens. Apontou também suposta atitude imprópria de Thiers durante depoimentos da vítima. Para a advogada, a adolescente foi constrangida e o delegado não respeitou a condição de vítima de violência sexual. Nos depoimentos, a jovem disse ter sido dopada e atacada por 33 homens armados.

A promotoria entendeu também que a jovem deve ser protegida por medida cautelar da Justiça, nos moldes da Lei Maria da Penha, que pode proibir que suspeitos se aproximem ou mantenham contato com vítimas. A advogada relatou que um dos suspeitos do crime tem tentado intimidar a jovem.

 

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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