Estupro coletivo? Sim! Diz o veredito popular!! E quem sequer ousa cogitar outra hipótese?

Diante do clamor popular, que já deu o seu veredito de forma completa e absoluta quem ousará cogitar qualquer outra hipótese? Bem, para a felicidade de alguns e desespero de outros, é dever do  delegado responsável do caso dentro do estrito cumprimento do seu dever investigar todos os fatos.
Imagens circulam nas redes sociais
Imagens circulam nas redes sociais Foto: Reprodução do Twitter

Por força da lei, o Delegado estava procedendo a investigação do caso e averiguando a hipótese de ter havido consentimento da garota, pois ainda não estava convencido se realmente teria havido estupro no caso. É dever dele investigar o que realmente aconteceu.

Menos de uma semana depois de ter alegado que foi estuprada por um grupo de até 33 homens, a narrativa apresentada pela jovem moradora de Jacarépagua, de 16 anos, vem sofrendo sérios revezes por conta das novas tecnologias de informação e comunicação e pelas redes sociais. O fato é que uma conta no Twitter foi criada com o intuito declarado de apresentar novas vozes novas narrativas para os eventos que transcorreram naquela noite dos fatos. Diversas fotos foram postadas com uma menina, que supostamente seria a moça dos fatos alegados, fazendo poses sensuais e segurando armas, revelando que a realidade social em que a moça vive e convive é bem mais complexa do que a narrativa curta, simples e simplória primariamente apresentada pelas redes sociais, e pela gritaria generalizada e alardeada pela opinião pública nacional, antes mesmo que se desse prosseguimento às necessárias investigações a serem realizadas pela delegacia de polícia.

O objetivo da conta do twitter parece ser revelar ao público acreditar que a menina compartilhava de uma série de valores do meio social com o qual convivia: bandidos e traficantes da comunidade em que mova, e que, por isso mesmo, compartilhando com eles os mesmos valores sexuais e simbólicos da comunidade. Estas fotos, os áudios vazados e as mensagens e falas da própria garota, revelam que a situação social revelada nesse caso é muito mais complexa, o que se revelou inclusive por alguns comentários que sobre o caso em toda a rede social…

Fotos mostram jovem com arma
Fotos mostram jovem com arma Foto: Reprodução do Twitter

Em quatro horas, a conta já possui mais de 280 seguidores.

Perfil diz que vítima não é “santa”
Perfil criado no Twitter criado para apresentar a versão do outro o lado revela uma outra face da garota, mostrando que a realidade é bem mais complexa do que o discurso não é “santa” Foto: Reprodução do Twitter
Imagens circulam nas redes sociais
Imagens circulam nas redes sociais Foto: Reprodução do Twitter

 

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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