Reunião discute surto de gripe entre índios da região do Xingu

Uma reunião que ocorre nesta segunda-feira (30) em Altamira, no sudoeste do Pará, vai avaliar o plano de emergência para combater o surto de gripe entre índios da região do Xingu.

Ministério da Saúde já registrou a morte de sete crianças indígenas por surto de gripe em Altamira.  (Foto: Reprodução/TV Liberal)Na última terça-feira (24), cerca de 30 lideranças indígenas de seis etnias do Xingu ocuparam a sede do Distrito Sanitário de Saúde Indígena (Dsei), em Altamira. Eles pedem que os servidores suspendam as atividades e deixem o local até que a Secretaria especial de saúde indígena de Brasília os atenda.

 

 

Ministério da Saúde já registrou a morte de sete
crianças indígenas por surto de gripe em Altamira.
(Foto: Reprodução/TV Liberal)

O Ministério da Saúde confirmou que o surto de gripe nas aldeias se intensificou desde a última quinzena do mês de abril. Entre janeiro e maio de 2016 foram registrados 540 casos de síndrome gripal aguda e 61 de síndrome gripal aguda grave, sendo que sete morte de crianças indígenas foram confirmadas.

Os índios alegam estar preocupados com os surtos de gripe. Segundo o líder Luís Xipaia, a doença pegou a comunidade indígena toda de surpresa. “O município não está preparado para esse atendimento. O vírus é perigoso para as comunidades indígenas que têm uma baixa resistência com relação a esse tipo de situação”, diz.

Atendimento
Com o surto, uma força tarefa foi montada para a elaboração de um plano emergencial para controlar o avanço da doença. Os casos comumente são atendidos no Hospital Municipal São Rafael, que já estaria lotado. Quando a situação é mais grave, os pacientes são transferidos para o Hospital Regional, que não teria leito suficiente para atender toda a demanda.

Segundo Joaquim Cururaia, do Conselho distrital de saúde indígena, houve ocasião em que 22 indígenas estavam internados e mais de 20 aguardando leito. “Isso é uma coisa absurda”, pontua.

Exoneração
Além da gripe, os indígenas dizem estar insatisfeitos com a exoneração do ex-coordenador distrital de saúde indígena Lindomar Carneiro, registrada na última segunda-feira (23). Ele estava no cargo há mais de cinco anos e comandava as ações de enfrentamento ao surto de gripe frente às aldeias.

O líder indígena Léo Xipaia pergunta até que ponto a saúde dos indígenas importa para o governo. “Todas as comunidades estão vindo para o distrito para gente chamar a atenção e conversar com os ministros para saber onde está o erro. Pra saber até que ponto a nossa saúde vai ser atendida. É preciso morrer mais indígenas pra acionar o governo?”, questiona.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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