Supostos Índios pataxós ocupam área próxima à BR-101, em Paraty, RJ

Grupo decidiu invadir terreno após tentativas de negociação com governo. FUNAI acompanha o caso e pretende fazer estudo antropológico.

Do G1 Sul do Rio e Costa Verde

Índios da tribo Pataxó invadiram um terreno às margens da BR-101 (Rodovia Rio-Santos), na Costa Verde do Rio de Janeiro. Com objetivo de criar uma nova aldeia, eles estão a aproximadamente 30 km do trevo de Paraty. “Eu sinto que esse local já é uma aldeia. Já ocupamos e pretendemos ficar aqui até o fim, mantendo a cultura, para não deixar morrer”, disse o líder Kauian Pataxó.

A tribo vive na região há 11 anos. O grupo era da Bahia e estava morando em casas alugadas no Parque Mambucaba, em Angra dos Reis. Eles decidiram ocupar a área depois de várias tentativas de negociação sem sucesso com o governo. “Fomos até o Ministério Público para estar negociando. Eles falaram assim: ‘Vamos tentar conseguir uma área para vocês’. Encontramos com o defensor também, fizemos documento para conseguir uma área. Desse documento para cá já tem dois anos e não obtemos resposta nenhuma”, disse o cacique Hägüi Pataxó.

Índios pataxós ocupam área próxima à BR-101 (Foto: Reprodução/TV Rio Sul)Índios pataxós ocupam área próxima à BR-101
(Foto: Reprodução/TV Rio Sul)

Há uma semana, o Ministério Público Federal se reuniu com representantes da etnia pataxó para tratar da situação deles. Em 2015, foi instaurado um inquérito civil público. Os procuradores da república fizeram um pedido de demarcação de terras à Fundação Nacional do Índio (Funai), em Brasília.Também foram feitos pedidos a outros órgãos dos governos federal e estadual.

“Essa área que escolhemos para o nosso povo. Tem rio, tem água boa, tem a floresta, a nação nativa. Isso é o que importa para o nosso povo, um lugar em que a gente possa estar levando a nossas crianças para a escola. Nossos idosos, aqui tem muito idosos hipertensos, que possam ter fácil acesso ao médico”, afimou o líder Apohinã Pataxó.

Procurada pela produção do RJTV, a assessoria de imprensa da prefeitura de Paraty disse que a área invadida é uma propriedade particular. Por isso, o proprietário é responsável pela reintegração de posse do imóvel. A Funai informou que respeita o direito dos índios e está acompanhando o caso. Também afirmou que os índios pataxós não são da Costa Verde, mas mesmo assim será feito um estudo antropológico para identificar a possibilidade de conseguir um espaço para eles na região, mas disse que não seria possível estabelecer um prazo.

Ler matéria completa em: http://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2016/05/indios-pataxos-ocupam-area-proxima-br-101-em-paraty-rj.html

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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