Fraude Sistema de Cotas na UFPEl: Universidade Federal de Pelotas desliga 24 alunos de medicina denunciados por fraude declaração étnica nas cotas.

Denúncia foi realizada pelo Setorial de Negros e Negras da UFPel. Após análise de comissão, estudantes tiveram matrículas canceladas.

Coordenador da comissão de investigação, Rogério Rosa (Foto: Divulgação/UFPel)

A Universidade Federal de Pelotas desligou 24 estudantes de medicina do seu quadro de alunos em virtude de fraudes no sistema de cotas raciais. Ao todo foram denunciados 31 estudantes, dos quais, quatro não tinham ingressados por meio de cotas raciais ou já haviam sido avaliados. Dos 27 acadêmicos restantes, três tiveram sua denúncia acolhida.

Uma comissão especial foi formada na UFPel para investigar a denúncia realizada pelo Setorial de Negros e Negras da Universidade e, após os recursos, concluiu por indeferir as autodeclarações de raça dos alunos denunciados. Estes 24 estudantes restantes, não foram reconhecidos como afrodescendentes subentendendo-se que fraudaram o sistema de cotas para negros e indígenas para entrar no curso de medicina da UFPel (Universidade Federal de Pelotas), do Rio Grande do Sul, sendo desligados do curso e expulsos da instituição. Assim a Reitoria determinou o cancelamento das matrículas e o desligamento do curso.

A Universidade investigou a fraude a partir de denúncia feita pelo Setorial de Negros e Negras da UFPel, em setembro. A Reitoria, a partir de então, constituiu uma comissão de avaliação da declaração de etnia específica para averiguar e emitir parecer sobre a autodeclaração de raça de 31 estudantes de Medicina. A Comissão foi formada por servidores da Universidade e especialistas da comunidade e o processo resultante de todo o trabalho tem mais de 1,1 mil páginas. Na foto, o coordenador da Comissão de investigação, Rogério Rosa, e o reitor Mauro Del Pino analisam o material.

A Comissão formada na UFPel para investigar estudantes do curso de Medicina denunciados por fraude no sistema de cotas raciais manteve, após os recursos, o indeferimento das autodeclarações de raça dos 24 acadêmicos. Com isso, a Reitoria, em função do não reconhecimento da condição de cotistas, determinou o cancelamento das matrículas e o desligamento do curso dos alunos. O resultado do trabalho da Comissão, o cancelamento das matrículas e o desligamento do curso já foram comunicados à Faculdade de Medicina e aos acadêmicos.

“A orientação do Ministério do Planejamento é tão somente fenotípica. Mas é claro que nós escutamos os estudantes, analisamos o acervo de elementos que eles trouxeram”, afirmou Giorgina Lima, integrante da comissão.

Conforme o reitor Mauro Del Pino, a UFPel abrirá um edital específico para preencher as 24 vagas. Ele será realizado no começo de 2017 visando a transferência de cotistas do segundo ao sétimo semestres de Medicina – períodos em que estavam os estudantes que perderam suas vagas. O ingresso será no primeiro semestre de 2017, em abril.

A Universidade Federal de Pelotas ainda está criando um grupo de trabalho para a averiguação da veracidade de autodeclaração de estudantes e servidores que ingressaram entre o primeiro semestre de 2013 e o primeiro de 2016.

“Essa autodeclaração não era contestada. Basicamente, nós funcionávamos por denúncias. Havendo denúncia, nós investigávamos a veracidade dessa autodeclaração. A partir de 1º de agosto, isso cabe a uma comissão específica, que foi criada com esse objetivo, de verificar a autodeclaração dos estudantes e dos servidores também, que entram via concurso na condição de cotistas”, disse o reitor.

Leia matéria completa em:  http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2016/12/federal-de-pelotas-desliga-24-alunos-de-medicina-por-fraude-em-cotas.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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