Maior representante do pensamento conservador nacional, Bolsonaro cresce cultivando polêmicas, adversários e admiradores.

PROCURE SABER O deputado Jair Bolsonaro na Câmara. “Há problemas que não gostaria que fossem revelados pela minha ex-mulher, mesmo sendo verdadeiros” (Foto: Igo Estrela/ÉPOCA) Para adversários: um homem de “ideias estreitas”.

Já no seu sétimo mandato parlamentar, mostra pelo ritmo alucinante do crescimento diários de seus milhares de novos adeptos às suas redes sociais, Jair Bolsonaro, se aproxima da campanha presidencial de 2018 como o principal candidato do que vem sendo insistentemente chamado de “extrema direita brasileira”.

Já há alguns anos, as mídias sociais vem desempenhando na atualidade a função de motor fundamental de seu metiê político. Em uma hora de caminhada pelo Congresso atendeu a nada menos do que 61 pedidos de selfies e a 12 gravações de mensagens distribuídas pelas redes sociais. “Ele pensa no País acima de tudo”, diz o amigo coronel Ney Müller.

Recebido em aeroportos do País por centenas de pessoas aos gritos de “mito”, Bolsonaro leva nas viagens assessores que cuidam das redes sociais. De acordo com o indicador de alcance social da consultoria Bites, que soma os fãs e seguidores do Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e Google+, o deputado saltou de 44 mil seguidores, em março de 2015, para 5,04 milhões até sexta-feira, crescimento de 11.344%. Entre 1.º de fevereiro e 20 de março, seus posts no Facebook geraram 1.038.672 de compartilhamentos.

As inúmeras polêmicas nas quais se envolve nas redes sociais, onde o deputado se dedica a combater “o politicamente correto”, acrescentara ao deputado uma audiência muito maior do que a de seus tradicionais ouvintes provenientes da caserna e dos setores mais tradicionais da sociedade brasileira. Em suas últimas declarações, Jair Bolsonaro disse ser contra a vitimização de negros, índios e cotas para afrodescentes. Ele afirma: “Não sou contra negros. A minha briga é contra cotas”. Segundo ele, o país é de miscigenação e, por isso, não deve haver privilégios para determinadas pessoas. Uma das justificativas apresentadas por ele contra a destinação de áreas para comunidades indígenas é o “prejuízo para o agronegócio”. Na avaliação dele, o país corre o risco ao reservar grandes áreas de terra aos indígenas e ter sua capacidade produtiva prejudicads por tais iniciativas preservacionistas.

Para seus adversários – que Bolsonaro denomina genericamente como “a esquerda”, na qual inclui indistintamente praticamente todos os partidos de PT, PCdoB, PSOL e até a Rede de Sustentabilidade de Marina Silva-, em 2018 o capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro é um homem de “passos largos” e – completam seus adversários – “ideias estreitas”.

Embora não seja pré-candidato oficial, as pesquisas – Datafolha e CNT– o colocam com uma intenção de voto entre 9% e 12%, respectivamente. Com sua crescente popularidade, que já é alta entre os setores mais conservadores, o antigo capitão de artilharia está decidido a medir forças dentro e fora da Internet, considerado por alguns como sua área de conforto. O que o futuro reserva à carreira política de Bolsonaro, só o tempo dirá! Mas o quadro que se desenha, anda promete muitas polêmicas e confrontos.

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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