Polêmico, Bolsonaro é pesadamente criticado por Senadores.

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Disparando declarações tão chocantes quanto polêmicas, Bolsonaro segue angariando adversários políticos e admiradores convictos.

Sem mencionar o nome do deputado federal Jair Bolsonaro, a senadora Lídice da Mata criticou o conteúdo de palestra proferida por ele, na noite de terça-feira (4), no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro. A senadora classificou o conteúdo da palestra como “machista e racista”.

Segundo Lídice da Mata, o deputado federal disse ter três filhos e acrescentou que, “num momento de fraqueza”, teve uma mulher. Ele ainda contestou o direito à terra concedido aos indígenas, e fez menção ao peso de um quilombola usando como unidade para medir massa a arroba em vez do quilograma.

– Neste momento, e cada vez mais, agride direitos e princípios que estão na Constituição do Brasil e, portanto, ao fazer isso, comete crime. É preciso barrar esse tipo de posicionamento com o nosso protesto, para que amanhã nós não tenhamos que enfrentar situação de agravamento às liberdades políticas – disse a senadora.

Para a senadora, esse tipo de manifestação preconceituosa tem crescido muito no país e ganhou força após a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, político conhecido por suas declarações politicamente incorretas.

Já o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu voto de censura do Senado às declarações do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) feitas em palestra na terça-feira (4), no Clube Hebraica do Rio de Janeiro.

Randolfe salientou nesta quarta-feira (5) que preferia não mencionar o nome do deputado, mas as declarações de Bolsonaro não podem passar sem uma condenação firme.

— Ele passou de todos os limites imagináveis — afirmou o senador, que citou especialmente a frase “Eu fui em um quilombo, o menor afrodescendente pesava sete arrobas. Não fazem nada, e eu acho que nem para procriadores eles servem”.

Randolfe classificou a afirmação como um atentado à dignidade humana.

— Esse tipo de declaração é uma ofensa à diversidade do povo brasileiro. O Senado Federal não pode ficar calado — disse.

Os senadores Cristovam Buarque (PPS-DF) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) apoiaram a solicitação de Randolfe e manifestaram repúdio as declarações de Bolsonaro.

— Acho que essa manifestação é extremamente oportuna. Isso é uma incitação à violência, isso é incitação à discriminação — afirmou Vanessa Grazziotin.

Fátima Bezerra (PT-RN) também classificou como inaceitáveis as declarações do parlamentar.

— É lamentável que no Parlamento brasileiro tenhamos integrantes com esse perfil, um perfil de agressão e insulto à cidadania, aos direitos humanos, agora com as comunidades quilombolas, isso é inaceitável — declarou.

Fontes: http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/04/05/senadores-condenam-declaracoes-de-bolsonaro 

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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