Agro desperta no mundo amor e ódio ao Brasil.

 (Foto: Rafael Walendorff)
Décio Gazzoni é um dos cientistas brasileiros da área agrícola mais respeitados do mundo.

 

O relato de Décio Gazzoni é um resumo daquilo que ele ouviu nas últimas viagens ao exterior junto ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi. É isso que o mundo pensa do Brasil. O mundo sabe da capacidade do agronegócio nacional e teme tamanho poder. Resta aos produtores brasileiros explorar positivamente tudo isso e, principalmente, ao governo saber valorizar o setor. Só assim para o país cumprir a missão ambiciosa e determinante de garantir o futuro da humanidade, mas com benefícios justos a quem o faz.

O mundo depende do Brasil, e sabe disso. São os produtores rurais daqui os únicos capazes de aumentar a produção de grãos, carnes, frutas, de alimentos em geral, para matar a fome da crescente população mundial das próximas décadas. Essa importância que o país ganha devido à capacidade do agronegócio gera alívio às outras nações, pois sabem que a produção estará garantida, mas também alimenta desavenças que trazem à tona ranços comerciais e ideológicos muito antigos.
Política e economia respondem essa questão de amor e ódio ao Brasil, segundo o pesquisador da Embrapa, Décio Gazzoni. Em entrevista ao Canal Rural, ele diz que lá fora o Brasil ainda é marcado como um país que desmata, que precisa preservar integralmente as matas, que não tem o direito de derrubar uma única árvore. Também é visto como um país cujos produtores rurais tratam mal os índios, que maltratam e tiram terras dos indígenas. Esse é o preconceito ambiental, impregnado no imaginário estrangeiro. Visões de 1970 e que não condizem com a realidade. E aí entram as questões comerciais. Apesar de o “custo Brasil” e de todos os problemas que os agricultores daqui enfrentam, o setor consegue ser extremamente competitivo e isso desloca os demais concorrentes. Além disso, o Brasil ainda é visto como país que exporta muito e importa pouco.
O amor, segundo Gazzoni, aparece quando nota-se o aumento populacional, a redução da área que pode ser plantada no planeta, as mudanças climáticas que estão por vir, a expansão da renda per capita, o aumento do consumo de alimentos e redução da pobreza. “Quando o pessoal começa a olhar e a pensar: quem é que vai produzir tudo isso? Pega a lupa e fica esquadrinhando o mapa do mundo e chega ao Brasil, para e pensa: o futuro está garantido porque o Brasil produz”.

http://blogs.canalrural.com.br/ultimasdebrasilia/2017/04/10/agro-desperta-no-mundo-amor-e-odio-ao-brasil/
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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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