Ex-presidente da FUNAI responde: Saio por ser honesto e não me curvei aos “mal feitos”.

Presidente da Funai, Antônio Fernandes Toninho Costa (Foto: Mario Vilela/Funai)Após ser demitido pelo Governo, o ex-presidente da FUNAI dá entrevista e afirma o compromisso que fez desde o primeiro momento diante de um país que, segundo ele, passa por dificuldades econômicas financeiras e políticas. (Foto: Mario Vilela/Funai)

Antônio Fernandes Toninho Costa, diz que há incompreensão por parte do Estado brasileiro de não entender que o papel do presidente da Funai é executar as políticas indígenas e crê que isso deve ter contrariado alguns setores, o que influenciou em sua demissão.

Comentou sobre algumas ingerências políticas dentro da instituição e defendeu “Eu não permiti e jamais poderia permitir!”, em defesa dos servidores, porque a Funai é composta de cargos técnicos de servidores concursados e não poderia permitir que entrasse na instituição pessoas que não tem compromisso com as causas indígenas. Tais ingerências teriam partido inicialmente do líder do governo do qual disse não ter atendido e que jamais atenderia. “Me pediram coisas que eu não poderia cumprir. Tenho um passado limpo”. Afirma que sai feliz pois é honesto, não se curvou e não se curvará jamais aos mal feitos.

Ele acredita que a situação indígena brasileira com essa atual política será de dias difíceis. Índios jamais arredarão de deixar os seus direitos defendidos.

A respeito do ministro Serraglio, ele afirma ser um excelente deputado mas que não está sendo ministro da justiça, estaria sendo ministro de uma causa que ele defende no parlamento.

Antônio Fernandes Toninho Costa, não se considera traído, mas fortalecido! “Entrei limpo e saí limpo”. Defende estar lutando a favor dos índios e que seu compromisso é com o povo indígena.

Sobre a extinção da Funai , comenta que esse relatório atende um segmento específico, que o povo brasileiro está anestesiado e que precisa acordar.

Antônio diz que a incompetência na verdade é do atual governo, que não foi capaz de realizar a condução devida. Segundo ele, este governo nega tudo, nega até que está passando por crise.

O ex-presidente diz que soube de sua saída pelo diário oficial.

A respeito de seu possível substituto, diz: “Não pensaram em quem iria me substituir. A Funai hoje não tem presidente.”

                       

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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