Noruega ameaça corte de US$1 bilhão devido a aumento de destruição na Amazônia

Uma faixa de floresta separa uma plantação de eucalipto de uma área desmatada, 60km ao norte de Macapá. (Photograph: Daniel Beltra/Greenpeace)
O desmatamento na Amazônia vem aumentando em meio a cortes à proteção do meio ambiente, e colocando o apoio financeiro vindo da Noruega em risco, diz ministro.

A Noruega fez uma clara ameaça ao Brasil de que caso o crescente índice de desmatamento na Amazônia não seja revertido, a ajuda financeira de um bilhão de dólares vai ser reduzida a zero. Os líderes de ambos países se encontram em Oslo, nesta sexta.

O país escandinavo, rico em petróleo, já contribuiu com mais de um bilhão de dólares para o Fundo Amazônia desde 2008, valor vinculado a redução nas taxas de desmatamento na maior floresta tropical do mundo. A destruição das florestas pelas indústrias de madeira e pela agropecuária é um dos maiores contribuidores para as emissões de carbono que causam mudanças climáticas e a Noruega vê a proteção da Amazônia como vital para o mundo.

Os índices de desmatamento na Amazônia caíram significativamente entre 2008 e 2014, uma “grande conquista” que teve um “impacto muito positivo” no Brasil e no mundo, segundo Vidar Helgesen, ministro do meio ambiente da Noruega.

Mas em uma carta franca para a contraparte brasileira, José Sarney Filho, acessada pelo Guardian, Helgesen escreve: “Em 2015 e 2016 o desmatamento na Amazônia brasileira teve um aumento preocupante.” Ele adverte que isso já trouxe reduções ao apoio norueguês e acrescenta: “Qualquer novo aumento, por mais modesto, vai trazer esse número para zero”.

O índice de desmatamento anual na Amazônia brasileira subiu em 29%, chegando a 8.000km² de floresta desmatada em 2016, valor ainda bastante inferior aos 19.000 km² de 2005. Autoridades norueguesas dizem que segundo as regras estabelecidas pelo próprio Brasil dentro do acordo para o Fundo Amazônia, um aumento de 8.500km² implica o término dos pagamentos vindos da Noruega.

Filho, herdeiro de um dos maiores proprietários de terra do Maranhão, respondeu o ministro norueguês escrevendo: “Eu tenho feito todos os esforços para manter o curso da sustentabilidade, com determinação e vontade política”.

Filho disse a Helgesen que os dados preliminares mais recentes sugerem que o aumento no desmatamento parece ter se estabilizado. “[Eles] indicam que a curva crescente de desmatamento parece ter estagnado. Esperamos que os novos dados logo tragam uma tendência de redução”.

Temer deve encontrar protestos na sexta-feira em Oslo, organizados por ativistas pelos direitos dos povos indígenas e por ambientalistas. Entre eles Sônia Guajajara, líder da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). “Temer não cumpre com suas obrigações e não respeita os direitos constitucionais. Os seus ataques aos direitos dos povos indígenas e ao meio ambiente são de uma magnitude nunca antes vista”, disse Sônia.

O Fundo Amazônia atualmente apoia dezenas de projetos que combatem o desmatamento, buscam regulamentação fundiária e a gestão ambiental de terras indígenas.

A própria Noruega foi criticada por grupos ambientalistas na quinta-feira, depois de oferecer a empresas um número recorde de blocos – 93 – para exploração de petróleo no Ártico. Terje Søviknes, ministro de petróleo e energia da Noruega disse: “A área para nova exploração possibilita atividades de longo-prazo, a criação de valor e de empregos na indústria do petróleo em todo o pais”.

https://www.theguardian.com/environment/2017/jun/22/noruega-ameaca-corte-de-us1-bilhao-devido-a-aumento-de-destruicao-na-amazonia
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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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