Moradores de Viana (MA) negam origem indígena de feridos em confronto

Carlos Augusto Nascimento, caseiro de uma das propriedades que autodeclarados índios gamelas tentaram retomar na comunidade de Viana (MA)Carlos Augusto Nascimento, caseiro de uma das propriedades que autodeclarados índios gamelas tentaram retomar na comunidade de Viana (MA)…

A repercussão da violência no confronto entre indígenas e moradores da zona rural de Viana (a 220 km de São Luís), no último dia 30, levantou um debate entre moradores na cidade: quem são esses indígenas que teriam surgido do nada e que são desconhecidos na região?

Durante dois dias, uma equipe de reportagem andou por comunidades e ouviu dezenas de moradores da área pleiteada pelos indígenas. Todos afirmaram que não conheciam nem tinham notícias de ocupação indígena no município há pelo menos dois séculos.  A disputa pela terra atinge antigos moradores de povoados, que têm a posse das terras. Essa área, porém, seria pertencente aos índios gamelas, que teriam recebido a doação da Coroa Portuguesa, ainda em 1759. Os índios, dizem moradores, deixaram de viver em tribos e se integraram à cidade desde pelo menos o século 19.

A partir de 2015, quatro propriedade foram ocupadas, e os donos legais dela foram expulsos pelo grupo que se autodeclara indígena. A ação é chamada de “retomada de território” e criou enorme tensão na região disputada.

Na terra requerida pelos indígenas não há grandes fazendas. São em sua maioria pequenos proprietários e trabalhadores rurais que vivem da agricultura de subsistência, como plantações e pesca, e dependem dos precários serviços públicos.

É em meio a esse cenário que o grupo formado por cerca de 1.400 autodeclarados índios iniciou a série de ocupações. A última delas ocorreu justamente no domingo. O alvo foi o sítio Ares Pinto. A população local se rebelou contra a ocupação e teve início um confronto armado que expulsou os índios e resultou em 13 feridos hospitalizados.

Hoje, os gamelas não são registrados na lista de povos pela Funai (Fundação Nacional do Índio) e não têm terras demarcadas ou mesmo em estudo pela União.

A moradora mais antiga da região das pretendidas terras, aos 81 anos, nasceu e viveu em duas comunidades rurais de Viana e garante que nunca existiu índios nessa região. “Esses anos todos que estou aqui nunca ouvi falar em índio aqui. Esses que se dizem agora são moradores daqui, civilizados, não têm nada de indígena. É invenção deles”, conta.

Os cerca de 1.400 autodeclarados indígenas pedem o direito a posse de 14 mil hectares de terra que cortam três municípios maranhenses: Viana, Matinha e Penalva. Nessas terras há pelo menos 42 comunidades formadas, em sua maioria.

Matéria completa em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/05/05/moradores-de-viana-ma-negam-origem-indigena-de-feridos-em-confronto.htm

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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