Nova plataforma do Google Earth apresenta ‘nova’ Amazônia como ‘nunca antes vista’

É possível localizar territórios indígenas no Goglee Maps…

O que você sabe sobre o local onde você vive… sobre as florestas e os rios que os cerca, sobre a origem da chuva e do calor típico da região, sobre as comunidades que vivem ao seu redor? Você, morador de Manaus ou do interior do Amazonas, amazônida, realmente conhece o espaço onde vive? Se a maioria das respostas a essas perguntas for não, acredite, você precisa conhecer a nova plataforma do Google Earth para a Amazônia, que apresenta uma “nova Amazônia nunca antes vista”.

É o já conhecido programa da Google com imagens em 3D do globo terrestre, mas agora com conteúdo exclusivo e inédito sobre a região, com funções que permitem mapear e monitorar territórios inteiros – até então desconhecidos da maioria do público; acompanhar quase em tempo real áreas sob ameaça; passear por florestas, rios e comunidades nos moldes da realidade virtual do Google Street View; e ainda ter acesso a informações, fotos e mapas interativos, localizações e histórias de povos tradicionais como indígenas, ribeirinhos, quilombolas e produtores rurais, tudo gratuito e agora no formato web e para celulares Android – além do tradicional programa para computadores.

Isso é o “Eu Sou Amazônia”, a plataforma especial do Google Earth sobre a região lançada esta semana na sede brasileira da empresa, em São Paulo, e que ainda conta com uma série de 11 minidocumentários sobre 11 diferentes histórias de populações amazônidas, cada uma sobre uma temática necessária, como clima e suas mudanças, desmatamento, agropecuária, hidrografia, inovação e empreendedorismo, alimento e recursos naturais, resistência e empoderamento, poluição e preservação, territórios e disputas, conhecimento tradicional e histórias, entre outros.

A série de 11 vídeos foi dirigida pelos cineastas Fernando Meirelles e Frederico Mauro e produzida pela O2 Filmes, com a participação dos próprios povos amazônidas e de parceiros do Instituto Socioambiental (ISA), da Equipe de Conservação da Amazônia (Ecam) e do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que auxiliaram na organização das informações científicas sobre a região. “É uma série de 11 histórias dentro da nova plataforma de story telling do Google Earth, o Voyager, disponíveis em três idiomas e pela primeira vez para a web e via Android”, explicou Kim Farrell, gerente de marketing da Google Brasil. “Navegando nas histórias é possível descobrir como você pode se envolver mais e tomar uma ação para tentar proteger a floresta amazônica”.

A ideia para o novo Google Earth dedicado à Amazônia surgiu há dez anos, a partir da iniciativa do líder indígena Almir Suruí, do povo Paiter Suruí, no estado de Rondônia. “Em 2007 o cacique Suruí foi até nós na sede da Google (na Califórnia) e nos contou sobre problemas sérios de disputa de terra, destruições e doenças. Nós nos encontramos num café e ele abriu o Google Earth, e mostrou o território dele todo em branco. Ele nos perguntou: por que em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília você vê lojas, livrarias, escolas, hospitais, mas quando olha a Amazônia não tem nada?”, contou a diretora do Google Earth, Rebeca Moore.

Segundo Rebeca, eles passaram então a desenvolver tecnologias para mapear as terras indígenas dos Suruí e ensinaram os membros da comunidade a manusear as ferramentas. “Ele pediu ajuda para colocá-los no mapa. Eu pensei, se você quer proteger a floresta, você tem que proteger as pessoas que vivem lá. Ficamos excitados em demarcar essas informações e empoderar as pessoas da Amazônia a contar as suas histórias e colocá-los no mapa. Então nós ensinamos o povo Suruí a usar a tecnologia”, disse.

Matéria completa em: http://www.acritica.com/channels/governo/news/nova-plataforma-do-google-earth-apresenta-nova-amazonia-como-nunca-antes-vista

 

(Evidentemente não foi possível ainda checar a validade e veracidade das informações. Mas ao longo dos próximos meses a Human Habitat Consultoria procederá avaliações mais aprofundadas acerca da validade, legitimidade e lisura dos dados apresentados na matéria).

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Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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