Câmara Municipal abre debate sobre terras indígenas no Ceará

UMA AUDIÊNCIA PARA CAUCAIA ACERTAR AS CONTAS COM A SUA HISTÓRIA E LANÇAR AS BASES DO FUTURO QUE DESEJA.

Caucaia está vivendo dias marcantes, quiçá históricos. Na última terça-feira dia 03 de outubro, cidadãos brasileiros, cearenses e caucaienses fizeram uso do período do Pequeno Expediente da Câmara Municipal, para pela primeira vez na longa história do município debruçar-se sobre um tema sério, complexo e controverso: o futuro das relações entre a maior parte de sua população mestiça e uma minoria que muito embora igualmente miscigenada reivindica para si o reconhecimento de status étnico diferenciado.
Durante mais de uma hora, valorosos cidadãos brasileiros apresentaram alguns de seus argumentos e reflexões sobre este tema controverso e espinhoso. Este antropólogo teve o direito democrático de expor os motivos e razões pelos quais considera errônea, preocupante e questionável a Portaria Declaratória 734/MJ/2017 publicada no DOU, que, assinada pelo Ministro da Justiça e Segurança Pública, declarou uma área de 5.294 hectares, como se “posse permanente do grupo tapeba”, o mesmo grupo que ainda reivindica o reconhecimento étnico diferenciado. Estes motivos resumidamente apresentados, foram os mesmos que me levaram que propor e solicitar não só uma, mas uma série de pelo menos três audiências públicas a serem promovidas pela Câmara Municipal sobre temática. .
Grande parte dos Vereadores que apartearam este pesquisador, e fizeram uso da palavra, se pronunciaram de forma favorável à proposta da audiência que foi aprovada pela maior parte dos Vereadores de Caucaia, e ira tratar do tema A DEMARCAÇÃO DA ALEGADA TERRA INDÍGENA TAPEBA E SEUS IMPACTOS NA VIDA, SOCIEDADE E ECONOMIA DO MUNICÍPIO DE CAUCAIA E NOROESTE DO CEARÁ e será realizada na próxima sexta-feira dia 06 de outubro às 16:00 e nas dependências do Grêmio Recreativo e Estudantil de Caucaia.
Tal como ocorrido na terça-feira, os que amam os valores e princípios democráticos esperam que vençam o temor das ameaças implícitas e explícitas e as imposições perpetradas pelo discurso indigenista e etnicizante. Eu não tenho dúvidas que esta será uma das mais importantes Audiências Públicas da história do município. Uma audiência para Caucaia acertar as contas com a sua história e lançar as bases do futuro que deseja. É lá que Caucaia reencontrará e suas raízes mestiças e a importância de redescobri-las e reafirmá-las. Boa sorte e nos vemos lá.

Por Edward Mantoanelli Luz
Antropólogo. Analista Social &
Consultor Parlamentar Independente
e Diretor da Human Habitat Consultoria LTDA

Veja a matéria:

 

Resultado de imagem para indios tapeba querem terra

Anúncios

Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: (061) 99314389, (062) 96514602 Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, goiano, residente em Anápolis e Brasília, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursou e concluiu graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
Esse post foi publicado em Demarcação de terras indígenas, Sem categoria e marcado , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s