27 alunos são expulsos da Unesp por fraude no sistema de cotas raciais

A Universidade Estadual Paulista anunciou o desligamento de 27 estudantes que ingressaram na instituição através de cotas raciais, mas que não atendiam aos requisitos previstos em lei. Eles estarão proibidos de participar dos vestibulares da Unesp pelos próximos cinco anos. Esta é a primeira vez que a universidade toma uma decisão como essa desde que implementou o sistema de cotas, em 2014.

UNESP 27 EXPULSOS

A apuração dos casos envolveu entrevistas com cada estudante. Os critérios utilizados foram definidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e levam em conta questões que envolvem cor da pele, do cabelo e dos olhos.

A Unesp  irá expulsar 27 alunos que fraudaram o sistema de cotas. Eles se autodeclararam como pretos ou pardos, mas a declaração não foi aprovada pela comissão de verificação da universidade. O Conselho Universitário foi informado nesta quinta-feira (13) pelo vice-reitor, Sérgio Nobre, e os nomes dos estudantes serão publicados nesta sexta no Diário Oficial do Estado de São Paulo. A primeira denúncia partiu do Educafro, cursinho voltado para estudantes de baixa renda, em 2016, quando ex-alunos do cursinho que cursavam a Unesp começaram a denunciar possibilidades de fraudes nas auto declarações. É o primeiro desligamento de alunos por fraudarem o sistema de reserva de vagas após a inauguração da comissão verificadora. Na Unesp, a comissão de verificação de cor foi instalada em 2016 como provisória, até ser estabelecida como permanente em julho de 2017, por conta dos altos registros de denúncias feitas pelos movimentos negros da faculdade.

A operação para julgamento é toda baseada nas denúncias de alunos e entidades estudantis enviadas à reitoria. Para Tadeu de Paula,(membro da comissão que verifica a cor dos alunos aprovados pelo sistema de cotas na Unesp) “nesses dois anos avançamos muito no diagnóstico do problema, criamos instruções normativas nas experiências do Brasil, quando houve caso de dúvida sobre a decisão da auto declaração criamos mecanismo de diligência. Como processo pode-se dizer que foi muito intenso, mas de muitos aprendizados coletivos”. Em 2017, o tema das fraudes nas cotas ganhou os holofotes com o caso de Vinicius Loures, loiro de olhos claros que ingressou como negro no curso de medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Em março, a UFMG abriu processo administrativo contra 34 estudantes suspeitos de fraude.

Após a apresentação de uma denúncia por meio da ouvidoria geral de cada unidade da Unesp, a comissão de verificação, formada por docentes da universidade, convoca o aluno denunciado para uma entrevista presencial. Lá, sua autodeclaração de cor de pele será julgada pelos membros. Caso esteja decidido que o aluno cometeu fraude, o estudante infrator será excluído do vestibular e, se estiver matriculado, será desligado da faculdade

“O aluno terá maior chance de entrar por meio das cotas, por exemplo, quanto mais escuro for o tom de sua pele, pois isso significa que o mesmo sofreu mais discriminação racial e desvantagem na sociedade. Isso é considerar o fenótipo de cada aluno, não é um julgamento subjetivo”, explica. Implantado em 2013, o sistema de cotas da Unesp funciona de forma escalonada e reserva 50% das vagas em cada curso do vestibular de 2018 para os beneficiados que cursaram o ensino médio integralmente em escolas públicas. Dentro deste recorte, 35% deles deverão ser PPI (Pretos, Pardos e Indígenas).

Para a expulsão dos alunos, foram analisadas características como cor da pele e dos olhos, tipo de cabelo e forma do nariz e dos lábios. Outros 20 casos ainda estão sendo investigados e a instituição não pretende entrar com ação judicial contra os estudantes.

unesp cotas.jpg

Unesp pretende agilizar o processo para que as vagas dos alunos expulsos possam ser substituídas por outros estudantes, a instituição está aprimorando o processo para que as averiguações de novos alunos comecem em 2019, logo após a matrícula presencial.

Sobre edwardluz

Contatos & WhatsApp: DF : (061) 981715428, AM: (092) 984288121 PA : (093) 991616840 Email: edwardluz@gmail.com ou edwardluz@hotmail.com Sou Edward M. Luz antropólogo brasileiro, viajante pelo Brasil, doutorando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, mesma universidade onde cursei e concluí graduação e mestrado em Antropologia Social (Lattes : http://lattes.cnpq.br/7968984077434644 ). Iniciei carreira profissional em trabalhos de identificações e delimitações de terras indígenas em 2003 e desde então exerci esta função de Antropólogo Consultor em três ocasiões, sempre contratado pelo convênio FUNAI/PPTAL. Durante os últimos sete anos trabalhei na identificação e demarcação de oito (8) terras indígenas, todas no estado do Amazonas. Sempre trabalhei orientado pelos artigos 231 e 232 do texto Constitucional, obediente à Portaria 14 e atento ao Decreto 1775/96 e acima de tudo, norteado pelos princípios acadêmicos de imparcialidade e cuidado aos quais acrescento sempre bom senso, equilíbrio e por um forte senso ética e responsabilidade com a vida dos meus interlocutores que estudo. A observância de tais princípios me colocou em rota de colisão com alguns antropólogos e sobretudo com a FUNAI, o que culminou com a rejeição de minha postura democrática e de diálogo com as partes envolvidas em demarcações de quilombos e Terras Indígenas. Independente de quem serão meus adversários continuarei batalhando contra e enfrentando esse perigoso processo político de etnicização do Brasil, esforçando-me por promover o diálogo, a postura democrática e as soluções racionais e dialogadas para o crescente conflito étnico no Brasil, mantido e estimulado por ONGs e órgãos que precisam desesperadamente do conflito para manterem e justificarem uma ideologia fracassada, que se espalha por ONGs, pela parte ideologicamente comprometida da universidade brasileira e sobretudo por servidores de importantes e respeitáveis instituições republicanas brasileiras que precisam ser resgatadas do pernicioso processo de aparelhamento político do estado a que foram submetidas. Continuo disposto a trabalhar em soluções republicanas e democráticas par as situações dos conflitos étnicos em todo território nacional. Prof. MSc. Edward Mantoanelli Luz. Antropólogo Consultor da Human Habitat Consultoria LTDA
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