TRF5 e o julgamento que decidirá se comunidades quilombolas do Nordeste têm direito à titulação de seus territórios (Decreto Federal 4887/03)

Está previsto para o dia 21 de junho de 2017, no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), sediado em Recife, julgamento que decidirá se as comunidades quilombolas de todo o Nordeste têm direito à titulação de seus territórios tradicionais. Em debate no tribunal estará o julgamento sobre a constitucionalidade do Decreto. Se o TRF5 julgar que o decreto é inconstitucional todas as comunidades quilombolas do Nordeste poderão ter seus processos de titulação que tramitam no INCRA paralisados por tempo indeterminado. Se o TRF5 julgar que o decreto é constitucional a política quilombola de titulação será fortalecida, fazendo-se justiça à história de lutas e conquistas dos quilombolas.

A Constituição Federal de 1988 reconheceu no art. 68 do ADCT o direito de todas as comunidades quilombolas do Brasil terem seus territórios titulados. Mas para que esse direito se aplique na prática é preciso que exista o Decreto Federal 4887/03, que regula o procedimento de desapropriação para titulação dos territórios quilombolas. É através desse instrumento que o INCRA passa a ter a possibilidade de fazer esse direito constitucional acontecer na prática.

O caso a ser julgado está vinculado à comunidade quilombola de Acauã, localizada no município de Poço Branco, no Rio Grande do Norte. O latifundiário Manoel de Freitas questionou judicialmente a desapropriação de suas terras que estão no território da comunidade. Insurgindo-se contra a titulação do território do quilombo de Acauã, o latifundiário alegou na justiça que o Decreto Federal 4887/03 seria inconstitucional. Com isso, Manoel de Freitas tenta reverter a desapropriação de suas terras, que já foram destinadas à comunidade de Acauã no ano de 2013. É por iniciativa de Manoel que o TRF5 julgará a constitucionalidade do decreto quilombola.

O julgamento é do caso da comunidade de Acauã, mas poderá atingir todas as comunidades quilombolas do país.

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CRISE NA VENEZUELA: Brasil vai montar ‘campo de refugiados’ em Roraima

Resultado de imagem para governo Michel Temer decidiu criar, na fronteira com a Venezuela, uma estrutura para acolher os imigrantesA PF diz que são 16 mil; o governo de Roraima, 30 mil.

O governo vai montar um campo de refugiados para receber venezuelanos que estão ingressando no Brasil por causa da crise política e econômica no país vizinho. Será a primeira vez que o Brasil terá uma estrutura dessa natureza para acolher refugiados.

Os índios da etnia Warao, fugindo da crise na Venezuela, começaram a chegar a Manaus em dezembro e acamparam ao lado da rodoviária e em prédios precários no centro; centenas deles incluindo adultos, idosos e crianças, vivendo em estado deletério de higiene e saúde, o que levou a prefeitura a decretar estado de emergência. Os refugiados declararam ter vindo para o Brasil por não terem o que comer na Venezuela.

Técnicos da Casa Civil e dos Ministérios da Justiça, da Saúde e do Desenvolvimento Social e Agrário, além da Funai, desembarcam em Roraima para fechar o apoio humanitário. O centro de acolhimento provisório será montado em Pacaraima (RR). Em Boa Vista, já foram colocadas 75 barracas com capacidade para acomodar 12 pessoas cada.

Atualmente, o número de venezuelanos refugiados no Brasil é bem maior e deve aumentar consideravelmente. A Polícia Federal diz que são 16 mil; o governo de Roraima, 30 mil.

Estima-se que 2,5 milhões pessoas vão deixar a Venezuela por causa da crise.

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Auditoria no TCU expõe escândalo de R$ 1,2 trilhão que sumiu do BNDES

O foco da investigação são os contratos com os “gigantes do governo Lula”.

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O ministro Augusto Sherman, do TCU, denuncia uma tentativa de desmantelamento de sua equipe, que investiga contratos do BNDES, conforme um despacho interno, disponibilizado pelo site O Antagonista.

O ministro relaciona algumas investigações em andamento, entre as quais, destaca-se o processo TC 007.481/2014-4, “que busca conhecer o destino dado pelo Banco, por meio de suas operações, a um montante de capital superior a R$ 1,2 trilhão nos últimos 15 anos”.

O foco da investigação são os contratos com os “gigantes nacionais do governo Lula”.

Trechos do despacho:

 “O Plenário desta Corte resolveu pela criação de oito apartados, sob minha relatoria, em cujo escopo deveriam ser analisados os diversos achados relacionados a obras financiadas pelo Banco em diversos países, em montante superior a R$ 50 bilhões.”

“… Não tenho dúvidas, como relator dos processos e pelo conhecimento detalhado deles, de que a participação de membros da equipe anterior poderá prejudicar significativamente a condução dos trabalhos daqui por diante.”

Leia o despacho da íntegra:

http://www.jornaldopais.com.br/caixa-preta-do-bndes-auditoria-no-tcu-expoe-escandalo-de-r-12-trilhao-que-sumiu-do-bndes/
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CPI da Funai e do Incra aprova texto final com 67 pedidos de indiciamento

Após votação do parecer, relator Nilson Leitão conversou com índios do Mato Grosso do Sul (Foto: Bernardo Caram/G1) Além de indiciamentos, relatório também propõe reestruturação da Funai.

A CPI da Funai e do Incra na Câmara aprovou nesta terça-feira (30) o relatório final do deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), que propõe o indiciamento de 67 pessoas. Todos os destaques, com sugestões de mudanças no texto, foram rejeitados.

Desde a aprovação do texto-base, no dia 17, três reuniões para tentar concluir a votação do parecer foram canceladas. O prazo final da comissão se encerraria na última sexta-feira (26), mas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prorrogou os trabalhos por mais 30 dias.

Nesta terça, os parlamentares da base derrubaram dois destaques ao texto apresentados pela bancada do PT. Um deles eliminaria o capítulo que contém os pedidos de indiciamentos feitos pelo relator.

Outro destaque retiraria do texto os projetos sugeridos pela CPI. Um deles regulamenta o artigo constitucional que estabelece que só será considerada terra indígena aquelas ocupadas por índios no dia da promulgação da Constituição, 5 de outubro de 1988.

O relator retirou do parecer a proposta de encerrar as atividades da Funai. Ele chegou a incluir a sugestão no texto, mas não manteve a mudança no relatório final.

A comissão parlamentar de inquérito investigou a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), principalmente em relação aos critérios de demarcação de terras indígenas e quilombolas, assim como os conflitos agrários decorrentes desse processo.

O colegiado foi instalado em novembro do ano passado, mas o grupo também aproveitou o trabalho de outra CPI com o mesmo tema que funcionou entre novembro de 2015 e agosto de 2016, sem ter aprovado um relatório.

A CPI foi presidida por Alceu Moreira (PMDB-RS), que é membro da Frente Parlamentar Mista da Agropecuária, também conhecida como bancada ruralista. O relator da CPI, Nilson Leitão, é presidente da bancada ruralista.

Indiciamentos

O relatório final tem quase 3,4 mil páginas. O total de pedidos de indiciamentos e encaminhamentos é de 67, envolvendo procuradores, antropólogos, indígenas, servidores da Funai, do Incra, pessoas ligadas à organização Centro de Trabalho Indigenista (CTI) e ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi), procuradores da República, além do ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.

O petista é acusado de ter cometido crimes como associação criminosa, apoio a ações de invasão da propriedade e retardamento de atos de ofício para satisfazer interesse, além de improbidade administrativa.

O relatório chegou a conter mais de 100 pedidos de indiciamentos, mas o relator decidiu retirar da lista procuradores, pessoas que teriam cometido crime de improbidade administrativa e dois citados que já faleceram.

Com a aprovação pela CPI, os pedidos de indiciamento serão encaminhados ao Ministério Público e órgãos competentes para o aprofundamento das investigações ou o eventual oferecimento de denúncia. No caso dos procuradores, a CPI não pede indiciamento, mas apenas faz encaminhamentos aos órgãos competentes.

O relatório também propõe a tramitação de um projeto de lei que regulamente, de forma objetiva, o que é ocupação tradicional. Quanto ao uso do solo em terras indígenas, o relator defende que cabe ao índio decidir a utilização da terra para fins comerciais e produtivos e a celebração de contratos.

Nova Funai

Quando apresentou o relatório, Nilson Leitão sugeriu o encerramento das atividades da Funai, com a criação de um novo órgão. Após críticas da oposição, o relator alterou o texto passou a propor apenas uma reestruturação da Funai.

Ele defende que todos os serviços relacionados aos indígenas, inclusive saúde e educação, sejam centralizados no órgão que, para ele, poderia ganhar status de secretaria nacional ou de ministério.

“Queremos que tudo que trate do índio esteja em uma estrutura só, grande, forte, competente, e não como é hoje, apenas para cuidar de demarcação”, explicou.

O relatório pede ainda que sejam anulados ou revogados 21 decretos editados pela então presidente Dilma Rousseff no dia 1º de abril de 2016 que declararam imóveis rurais como de interesse social para fins de reforma agrária.

Partidos de oposição apresentaram um relatório paralelo em que acusam a bancada ruralista na Câmara de produzir um parecer com o objetivo de “perseguir, criminalizar e intimidar pessoas, entidades e movimentos que lutam em defesa da reforma agrária e da demarcação das terras indígenas e quilombolas”. “Essa CPI representa o que há de mais retrógrado no agrário brasileiro”, diz trecho do relatório.

O deputado Nilto Tatto (PT-SP), que é um dos autores do parecer, classificou a CPI de “enviesada” por ter “engavetado” requerimentos apresentados pela oposição. Na avaliação dele, as propostas contidas no relatório de Leitão, se colocadas em prática, vão “agravar o conflito no campo”. Entre as sugestões feitas pelo deputado petista em seu relatório paralelo, ele defende a retomada da Ouvidoria Agrária Nacional com caráter independente do Incra.

Demarcação de terras

O relatório aponta a autoria ou participação de pessoas em diversas irregularidades, como invasões e a atuação fraudulenta para a delimitação e demarcação de áreas.

No documento, Nilson Leitão sustenta que a CPI identificou diversos problemas, como o uso de laudos fraudulentos para embasar a demarcação de terras indígenas e quilombolas em locais que não seriam de ocupação tradicional, isto é, quando são efetivamente habitados por esses povos.

O relator critica ainda o critério de auto-atribuição para a identificação das comunidades remanescentes de quilombos por não haver uma checagem da informação. Ele diz ainda que a demarcação de terras se baseia em laudos parciais e diz que o trabalho dos antropólogos “deve ser científico, não militante”.

Reforma agrária

Em relação à reforma agrária, o relator diz ter identificado “um alarmante número de irregularidades” no Incra.

Entre os problemas apontados por ele, está a delegação a lideranças particulares a atribuição de escolher a propriedade que será alvo de reforma agrária e quem será assentado.

Segundo o relator, essas lideranças particulares, em “conluio” com servidores do Incra, passaram a vender o “direito” de ser assentado com o pagamento de mensalidades a essas lideranças, além da venda irregular de lotes.

Segundo Leitão, as invasões de propriedades rurais representam um “expediente ardiloso e que tangencia a guerra revolucionária”.

O deputado diz ainda que ao deixar de punir os invasores se cria um pretexto para “uma anacrônica ditadura militar com base nas envelhecidas ideias marxistas”.

“De fato, os próprios dados oficiais colocam em xeque o afã demarcatório em detrimento de outras políticas em favor da dignidade indígena, corroborando o já afirmado”, escreveu.

Para embasar a sua tese, ele pondera que a população indígena do Brasil é composta por 817.963 índios, ocupando 117 milhões de hectares, que, segundo o parecer, representam 13,7% do território nacional.

Matéria completa em: http://g1.globo.com/politica/noticia/cpi-da-funai-e-do-incra-aprova-texto-final-com-67-pedidos-de-indiciamento.ghtml

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Empresas nas quais o BNDES investe e causam perdas ao banco, como a JBS.

5,24 bilhões de reais, foi o que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) perdeu desde o começo do ano, com a oscilação do preço das ações das empresas nas quais é sócio.

O número faz parte de um estudo da empresa de serviços financeiros Economatica, que listou as 28 companhias nas quais o banco tem participação direta, através do BNDESPar. No levantamento, foram usados dados dos formulários de referência.

A produtora de alimentos Marfrig é a empresa que possui maior participação do BNDES. No total, o banco detém 32,5% dos papéis da companhia. Em seguida, aparece a Lupatech, com 29,6% das ações nas mãos do banco, e a AES Tietê, com 28,3%.

As ações da empresa de alimento foram impactadas pela operação Carne Fraca, deflagrada em março, e pela crise política desencadeada após a delação premiada dos controladores da companhia. Entre as companhias que compõem a carteira do BNDES,  a JBS foi a que provocou a maior perda no ano, de 2,8 bilhões de reais.

A segunda maior perda do BNDES, de 2,5 bilhões de reais, é com a Petrobras. Em terceiro, aparece a Eletrobras, com perda de 1,5 bilhão de reais.

Empresa
Perdas do BNDES no ano
Klabin
R$ 54,84 milhões
Lupatech
R$ 3,39 milhões
Cemig
R$ 24,69 milhões
Ourofino
R$ 23,33 milhões
JBS
R$ 2,80 bilhões
Petrobras
R$ 2,57 bilhões
Triunfo Participações
R$ 14,07 milhões
AES Tietê
R$ 135,98 milhões
Eletropaulo
R$ 103,14 milhões
Eletrobras
R$ 1,55 bilhões
Veja mais em: http://exame.abril.com.br/mercados/as-acoes-em-que-o-bndes-investe-e-as-que-causam-perdas-ao-banco/

 

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Gasto bilionário do PT e BNDES no exterior poder vir a ser o maior escândalo do país.

Resultado de imagem para lula dilma dólaresO Banco não deveria fomentar o desenvolvimento do Brasil?

Criado para ser um banco de fomento no desenvolvimento do país, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, apresenta proposta de “transparência” aos cidadãos brasileiros: Consulte financiamentos do BNDES, conheça os projetos já apoiados e os resultados para a sociedade, saiba como os recursos são aplicados e muito mais. No entanto, vários projetos no exterior foram financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento no último governo.

O BNDES bancou na Argentina, via Lula e Dilma, o aqueduto do Chaco, com um custo de US$ 180 milhões e o Gasoduto San Martin de US$ 2 bilhões. O número de empregos gerados no Brasil com tais investimentos: nenhum.

Content De 2010 a 2015 o BNDES bancou o sistema de tratamento de água de Paraná de Las Palmas, na Argentina. Custo: US$ 293.866.536,00.
Resultado de imagem para Trasvase Daule Vinces no Equador Enquanto a seca no Nordeste se eterniza, Dilma bancou via BNDES o sistema de irrigação Trasvase Daule Vinces no Equador: US$ 136.970.400,00.
 O governo Lula usou o BNDES para construir o moderno aeroporto de Nacala, em Moçambique, por US$ 20 milhões.
Resultado de imagem para rede de gasodutos em MontevideoO BNDES bancou a renovação de toda a rede de gasodutos em Montevideo, Uruguai. Custo de US$ 300 milhões.
Resultado de imagem para “Corredor Ecológico Pontezuela” na Rep. Dominicana O BNDES bancou em 2014 a estrada denominada “Corredor Ecológico Pontezuela” na Rep. Dominicana. Custo US$ 200 milhões.
Ponte sobre o rio Orinoco O BNDES bancou a construção de uma ponte sobre o rio Orinoco, via Lula e Dilma, na Venezuela. Custo: R$1,2 bilhão.

Ainda na Angola, a construção da hidrelétrica de Cambambe, com um custo para os brasileiros de US$ 464 milhões e a via expressa Luanda x Kifangondo, cujo custo ainda permanece sigiloso.

Além do porto, a Odebrecht teria contruído em Mariel-Cuba algumas mansões para a camarilha do PT, via BNDES, com material todo enviado do Brasil.

O BNDES pode ter sido transformado na raiz de nossos males.

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A presidente do BNDES, após reorganizar o banco, renuncia ao cargo.

Temer a demitiria por ter negado empréstimos a amigos “do Rei”?

No início de maio, foi divulgado pela imprensa, que Temer teria demitido Maria Silvia e dado prazo de três meses para Moreira Franco encontrar um novo presidente para o BNDES.

Comentou-se a hipótese de que Temer a demitiria por ter negado empréstimos a amigos “do Rei”. Ela estaria sendo inclusive, alvo de reclamações ostensivas de empresários que a acusam de fechar o caixa do banco estatal.

Na época, o Planalto informou oficialmente, por meio da assessoria de imprensa, que “o presidente não tinha intenção de tirar Maria Silvia”.

No seu discurso no sábado (20), Temer disse que Maria Silvia “moralizou o BNDES, colocou ordem na casa, e tem meu respeito e meu respaldo para fazê-lo”.

Nesta sexta-feira, 26 de maio, Maria Silvia Bastos Marques, renunciou ao cargo. Ela alegou “motivos pessoais”.

Veja um trecho da carta enviada por ela aos funcionários do BNDES:

Deixo a presidência do BNDES por razões pessoais, com orgulho de ter feito parte da história dessa instituição tão importante para o desenvolvimento do país. Nas duas passagens que tive pelo Banco, como diretora, nos anos 90, e agora, como presidente, vivi experiências desafiadoras e de grande importância para a minha vida profissional e pessoal.

Neste ano à frente da diretoria do BNDES busquei olhar para o futuro, estabelecendo novos modelos de negócios e estratégias para o Banco, sem descuidar do passado e do presente, sempre tendo em mente preservar e fortalecer a instituição e seu corpo funcional.

No Planalto, assessores do presidente ressaltam que Maria Silvia “já fez o trabalho mais pesado” no BNDES, reorganizando o banco desde que assumiu o cargo, há um ano.

O presidente da República, anunciou, que convidou o economista Paulo Rabello Castro, atualmente presidente do IBGE, para substituir Maria Silvia Bastos no comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Castro aceitou o convite e começará seu trabalho na instituição já na próxima semana”, diz nota divulgada pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 Ao comentar sobre Maria Silvia, Rabello afirmou que a ex-presidente do BNDES “trabalhou de forma caprichosa para dar a robustez que o banco precisa ter”.

 

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Governo Federal assegura recursos para a situação de emergência social dos índios migrantes da Venezuela

Prefeito reunido em Brasilia com membros do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário.Em Brasília, prefeito Arthur garante recursos para a situação de emergência social em Manaus

 

O prefeito Arthur Virgílio Neto garantiu, nesta quinta-feira, 11, em Brasília-DF, recursos junto ao Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário para ajudar na situação de emergência social dos 387 indígenas venezuelanos da etnia Warau que se encontram em Manaus.

Acompanhado de sua esposa, Elisabeth Valeiko, do secretário municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos, Elias Emanuel, e da deputada federal Conceição Sampaio, o prefeito reuniu-se com o ministro do desenvolvimento social,  Osmar Terra, para expor a grave situação em que se encontram os indígenas.

“Recebemos o compromisso do ministro de enviar emergencialmente para Manaus a melhor quantia que ele puder, dentro das possibilidades do ministério”, disse o prefeito.

A confirmação do repasse de recursos só foi possível devido à publicação no Diário Oficial do Município, do dia 4 de maio de 2017, do decreto nº 3.689, que declara situação de emergência social em Manaus, pelos próximos 90 dias, prorrogáveis por mais 30.

Durante a reunião não foram divulgados os valores dos recursos, porém também foi debatida a criação de um campo de refugiados para acolher esses indígenas  que buscam o Brasil como refúgio.

“Devido ao grande fluxo de índios imigrantes na fronteira de Pacaraima, em Roraima, com a Venezuela, o ministro entende que para quem já está aqui, dever haver um abrigo ajudado pela ONU (Organização das Nações Unidas) e OEA (Organização dos Estados Americanos), como há na Síria, para que eles possam se instalar sem que surjam problemas para os serviços da cidade”, explicou Arthur.

Outra pauta da reunião foi  a restrição da entrada desses refugiados já nas fronteiras. “Esse assunto já está sendo tratado com o ministro das Relações Exteriores, Aluízio Nunes, e será também levado ao ministro Padilha, da Casa Civil, no sentido de criar um campo de refugiados e termos a barreira na fronteira” disse o prefeito.

A deputada federal Conceição Sampaio lembrou que a situação, na proporção que está, precisa do envolvimento de todas as esferas do poder para que tenha uma resolução.

“Esse é um problema que tem que ser enfrentado pela prefeitura com a ajuda do Governo do Estado e, principalmente, do Governo Federal. É um problema social que temos que enfrentar. E mesmo que o município já esteja executando ações, é preciso uma definição enquanto país para sabermos como devemos fazer”, enfatizou.

 

Matéria completa em:

http://semmasdh.manaus.am.gov.br/em-brasilia-arthur-garante-recursos-para-a-situacao-de-emergencia-social-de-indios-venezuelanos/

 

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Após 25 anos, Funai volta a ser presidida por militar

Resultado de imagem para general nomeado-para-presidir-a-funai/General presidente da Funai

 

A Funai (Fundação Nacional do Índio), após 25 anos comandada por civis,  voltará a ser presidida por um militar.

Foi nomeado na terça-feira (9) para o cargo, de forma interina, o general do Exército Franklimberg Ribeiro de Freitas, que até janeiro era assessor de relações institucionais do CMA (Comando Militar da Amazônia).

O último militar a presidir a Funai foi o sargento da Aeronáutica Cantídio Guerreiro, de agosto de 1990 a julho de 1991, durante parte do governo Fernando Collor.

Franklimberg foi indicado pelo PSC. Substitui outro indicado pelo mesmo partido, Antonio Costa, que na semana passada foi exonerado.

A Funai disse em nota, que o novo presidente busca agilidade nos processos de demarcação de terras indígenas junto ao Ministério da Justiça. O general participou da retirada de garimpeiros da terra indígena Yanomami.

 

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Estado de emergência após chegada de venezuelanos em Manaus

Resultado de imagem para Índios Waraos em manausÍndios Waraos: “Viemos para Manaus para comer”

Cerca de 450 índios da etnia Warao chegaram nas últimas semanas a Manaus, fugindo da crise na Venezuela e das condições ruins em Boa Vista (RR), levando a prefeitura a decretar estado de emergência.

 

Naturais do nordeste da Venezuela (a cerca de 1.800 quilômetros de Manaus), os waraos começaram a chegar em dezembro e sobrevivem sobretudo de doações, da ajuda estatal, do artesanato que vendem pelas ruas e de alguns trabalhos ocasionais.

 

Parte dos waraos está acampada ao lado da rodoviária, em barracas doadas e lonas. Outros grupos se alojaram em prédios precários no centro. O grupo é composto por adultos, idosos e crianças.

Por causa das condições deletérias de higiene e saúde, os waraos enfrentam um grande surto de catapora, que já matou uma criança de cinco meses que estava na rodoviária, além de tuberculose e pneumonia.

Segundo o gerente da Secretaria Estadual de Justiça, o decreto de emergência foi discutido em um grupo que inclui a prefeitura, o governo estadual, o Ministério Público Federal e a Pastoral do Migrante, da Igreja Católica. O objetivo declarado da medida é acelerar a ajuda aos waraos.

Segundo uma equipe de reportagem, os índios demonstraram certo medo de conversar com equipe, temendo talvez algum tipo de desaprovação por estarem usufruindo de um cidade/país que não o seu de origem.

“Viemos para cá porque não temos o que comer na Venezuela.Viemos para Manaus para comer. Também conseguimos remédios para as crianças” – disse a representante de uma das famílias venezuelanas.

 Nos locais onde se concentram, chama a atenção quantidade de crianças -são 180, segundo a Secretaria Estadual de Justiça. Muitas passam o dia pedindo esmola nas ruas.

Os membros de alguns movimentos também conversaram com os indígenas para buscar outras maneiras de ajudá-los, por meio até da ONU.

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